protocolo hipertensos e diabéticos – cajati - sp

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Transcript protocolo hipertensos e diabéticos – cajati - sp

Hipertensão Arterial Sistêmica
 É a causa mais frequente das
doenças cardiovasculares e o
principal fator de risco para
complicações como AVC e IAM,
além de dça. renal crônica.
 No Brasil são cerca de 17 milhões
de portadores de hipertensão
arterial, 35% da população > de
40 anos.
DIABETES
 Estima-se 11% da população igual ou superior a 40
anos, o que representa cerca de 5 milhões e meio de
portadores.
 Apresenta alta morbi-mortalidade, com perda
importante na qualidade de vida. É uma das principais
causas de mortalidade, insuficiência renal, amputação
de membros inferiores, cegueira e doença
cardiovascular.
PROTOCOLO ATENDIMENTO EM
CAJATI
HAS ou DM
Atendimento
individual médico,
enfermeiro e
odontólogo
GRUPOS MENSAIS
GRUPOS
TRIMESTRAIS
DIAGNÓSTICO DE HIPERTENSAO ARTERIAL
AFERIÇÃO DA PA EM MAIORES DE 20 ANOS
PA em duas aferições na mesma avaliação > 140/90 ou > 130/80 em DM,
Cardiopatia, Insuficiência Cardíaca, Nefropatia
Sim
Não
PA sist
PA diast
Fazer outras
Avaliações em
no máximo
140-159
90-99
2 meses
160-179
100-109
1 mês
180-210
110-120
1 semana
210
120
No mesmo dia
PA entre 140/90 e 120/80
Não
Sim
Orientação e
Liberação
Do paciente
Orientação e
Reavaliação
em 1 ano
HAS?
Consulta médica para confirmação do diagnóstico da HAS,
inscrição no programa e Encaminhamento para as atividades
DIAGNÓSTICO DA DIABETES
Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria, polidipsia, polifagia e
perda involuntária de peso (os “4 Ps”). Outros sintomas que levantam a
suspeita clínica são:
 fadiga, fraqueza, letargia, prurido cutâneo e vulvar, balanopostite e
infecções de repetição.
Algumas vezes o diagnóstico é feito a partir de complicações crônicas
como neuropatia, retinopatia ou doença cardiovascular aterosclerótica.
Entretanto, como já mencionado, o diabetes é assintomático em
proporção significativa dos casos, a suspeita clínica ocorrendo então a
partir de fatores de risco para o diabetes.
Exames para diabetes ou regulação glicêmica
alterada são:
• Glicemia de jejum: (100 – 125)nível de glicose sangüínea após um jejum
de 8 a 12 horas; Teste oral de tolerância à glicose (TTG-75g): O paciente
recebe uma carga de 75 g de glicose, em jejum, e a glicemia é medida
antes e 120 minutos após a ingestão;
• Glicemia casual: (> 200) tomada sem padronização do tempo desde a
última refeição. Pessoas cuja glicemia de jejum situa-se entre 110 e 125
mg/dL (glicemia de jejum alterada), por apresentarem alta
probabilidade de ter diabetes, podem requerer avaliação por TTG-75g
em 2h. Mesmo quando a glicemia de jejum for normal (< 110 mg/dL),
pacientes com alto risco para diabetes ou doença cardiovascular podem
merecer avaliação por TTG.
Interpretação dos resultados da glicemia de jejum
e do teste de tolerância
à glicose.
GLICEMIA EM JEJUM
(mg/dl)
GLICEMIA 2H APÓS
INGESTA DE 75mg
glicose
NORMAL
< 99
< 140
INTOLERANCIA A
GLICOSE
99 - 125
140 - 199
DIABETES MELITUS
> 126
> 200
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
Dados relevantes da história
 Identificação: sexo, idade, raça,







educação e condição socioeconômica
História atual: duração, níveis de
pressão, adesão, tratamentos prévios,
sintomas e sinais de complicação e
fatores de risco
História pregressa
História familiar
Perfil psicossocial
Avaliação dietética
Consumo de medicamentos ou drogas
que podem aumentar os níveis
tensionais ou metabólicos
Atividade física
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
Dados relevantes no exame físico
do pcte hipertenso e diabético
 Altura e peso – IMC
 Inspeção: fácies, aspectos sugestivos
de hipertensao secundária, pés (sinais
de insuficiência vascular periférica)
 Sinais vitais
 Pescoço: carótidas, turgência jugular,
tireóide
 Exame do precórdio
 Exame do pulmão
 Exame do abdomem
 Extremidades
 Edema
 Neurológico sumário
 Fundo de olho
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
Exames complementares para pacientes
compensados e sem complicações










Urina I (anual)
Potássio (anual)
Creatinina (anual)
Glicemia em jejum (mensal) TTG,
se glicemia em jejum entre 110 e
125 mg/dl.
Hemoglobina Glicada (para DM)
trimestral
Microalbuminúria (se proteinúria
negativa) anual
Hematócrito (anual)
CT e frações, triglicérides (anual)
TSH se DM Tipo 1
ECG (2 a 3 anos)
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
Indicadores de alto risco
 Infarto do miocardio prévio
 AVC ou AIT prévios
 Doença aneurismática da aorta
 Doença vascular periférica
 Insuficiência cardíaca
congestiva de origem
isquêmica
 Angina de peito
 Doença Renal Crônica
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
Indicadores intermediários
de risco
 Idade > 45 homem e > 55
mulheres
 Manifestações de
aterosclerose
 Sopros arteriais carotídeos
 Diminuição ou ausência de
pulsos periféricos
 História familiar IAM, morte
súbita ou AVC em familiares
de 1º. Grau ocorrido antes dos
50 anos
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
Indicadores intermediários
de risco
 Diagnóstico prévio de DM,






intolerância à glicose, diabetes
gestacional
Dislipidemia
Síndrome do ovário policístico
Tabagismo
Obesidade (IMC > 30) cintura >
88 em mulheres e > 102 em
homens
Hipertensão ou história de préeclâmpsia
Dça renal familiar
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 Classificação da pressão arterial em adultos
Classificação
PAS (mm Hg)
PAD (mm Hg)
Normal
< 120
< 80
Pré
Hipertensão
120-139
80-89
Hipertensão
Estagio 1
140-159
90-99
Estagio 2
> = 160
> = 100
Risco Estratificado e Quantificado de
Prognóstico Pressão Arterial (mmHg)
Outros fatores de
risco ou doença
I – sem outros fatores
de risco
II – 1 -2 fatores de
risco
III- 3 ou mais fatores
de risco ou lesões nos
órgãos-alvo ou
diabetes
IV – Condições
clínicas associadas,
incluindo doença
cardiovascular ou
renal
Grau 1
Hipertensão leve
PAS 140-159 OU
PAD 90-99
GRAU 2
Hipertensão
moderada
PAS 160-179 OU
PAD 100-109
Grau 3
Hipertensão grave
PAS >= 180 ou
PAD >= 110
Rico baixo
Risco médio
Risco alto
Risco médio
Risco médio
Risco muito alto
Risco alto
Risco alto
Risco muito alto
Risco muito alto
Risco muito alto
Risco muito alto
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
ATENDIMENTO INDIVIDUAL MÉDICO, ENFERMEIRO E
ODONTÓLOGO EM SUAS COMPETÊNCIAS
 Confirmar a elevação da pressão arterial e da diabetes e
firmar o diagnóstico
 Avaliar a presença de lesões em orgão alvo
 Identificar fatores de risco para doenças cardiovasculares
e risco cardiovascular global (classificação de risco e
classificação de FRAMINGHAM e Risk Engine para
diabéticos com mais de 20 anos de doença
diagnosticada)
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 Relação Cintura/Quadril relaciona-se a um maior risco
de morbidade cardiovascular quando igual ou superior a
0,85 para mulheres e 1 para homens
 Diagnosticar doenças associadas à hipertensão e
diabetes
 Diagnosticar, quando houver, a causa da hipertensão
arterial e do aumento dos níveis glicêmicos
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 Rastrear complicações:
 Retinopatia Diabética – mapeamento de retina a cada
1-2 anos
 Nefropatia Diabética: cálculo do Clearance de
Creatinina usando a fórmula de Cockcroft-Gault:
Ccr ml/in = (140-idade) * peso * (0,85, se mulher)/72 * Cr
sérica (mg/dl)
 Neuropatia Diabética: neuropatia periférica e
neuropatia autonômic;a
 Pé diabético
 Saúde Bucal – Priorizar o atendimento dos diabéticos
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 CLASSIFICAÇAO DE ESTAGIO DA DRC
Estagi Função renal
o
Clcr
0
Grupo de risco: sem lesão renal~função
normal.
> 90
1
Lesão renal (microalbuminúria,
proteinúria), função
preservada, com fatores de risco
> 90
2
Lesão renal com insuficiência renal leve
60-89
3
Lesão renal com insuficiência renal
moderada
30-59
4
Lesão renal com insuficiência renal severa
15-29
5
Lesão renal com insuficiência renal terminal ou
dialítica
<15
Creatinina
1 vez ao ano
Creatinina
semestralmente
Creatinina
trimestralmente
Referenciar ao nefro
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 Estratificação de risco para hipertensos com tratamento
RISCO BAIXO
RISCO MODERADO
RISCO ALTO
Ausência de fatores de risco
ou Framingham baixo
Presença de fatores de risco
com Framingham moderado,
mas com ausência de lesão em
órgãos algo
Presença de lesão em
órgãos alvo ou fatores de
risco com escore de
Framinghan alto
PA normal
Reavaliar em 2 anos
Pré hipertensão
Mudança de estilo de
vida
Mudança de estilo de vida
Mudança de estilo de
vida
Estágio 1
Mudança de estilo de
vida
Reavaliar em até 12
meses
Mudança de estilo de vida
Reavaliar em até 6 meses
Tratamento
Medicamentoso
Acompanhamento
trimestral
Estágio 2
Tratamento
Medicamentoso
Reavaliar em até 6
meses
Tratamento
Medicamentoso
Acompanhamento
trimestral
Tratamento
Medicamentoso
Acompanhamento
trimestral
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 Estratificação de risco para hipertensos e diabéticos
 Equação preditiva UKPDS Risck Engine, que analisa não
apenas os fatores tradicionais (idade, sexo, tabagismo,
pressão sistólica e lipídeos) mas também o valor da
hemoglobina glicada e a presença de fibrilação atrial. Para
diabéticos com mais de 20 anos de doença diagnosticada
 (http://www.dtu.ox.ac.uk - clique na barra lateral –
software em Risck Engine)
 CHD = coronary heart disease - coronariopatia
 Stroke = AVC
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 Estratificação de risco de FRAMINGHAM
CATEGORIA
EVENTO CARDIOVASCULAR MAIOR
(ECV)
Baixo
< 10% em 10 anos
Moderado
10 a 20% em 10 anos
Alto
> 20% em 10 anos
Idade
pontos
Soma dos Pontos
Diabet
es
Anos
30-34
-1
35-39
0
Não
0
40-44
1
Sim
2
45-49
2
50-54
3
55-59
4
60-64
5
Não
65-69
6
Sim
70-74
7
Idade
LDL – colesterol
HDL – colesterol
Pressão Arterial
Diabetes
Tabagismo
Total
Pontos
Tabagis
ta
0
Total
Ponto
s
Risco
ECV 10
anos
2
<=-3
1%
-2
2%
-1
2%
0
3%
1
4%
2
4%
3
6%
4
7%
5
9%
6
11%
7
14%
8
18%
Pontos
LDL COLESTEROL
HDL COLESTEROL
Mg/dl
Pontos
Mg/dl
Pontos
< 100
-3
< 35
2
100-129
0
35-44
1
130-159
0
45-49
0
160-169
1
50-59
0
>=190
2
>=60
-1
Sistólica
Diastólica
< 80
80-84
85-89
90-99
>=100
< 120
0
0
1
2
3
9
22%
120-129
0
0
1
2
3
10
27%
130-139
1
1
1
2
3
11
33%
140-159
2
2
2
2
3
12
40%
>=160
3
3
3
3
3
13
47%
>=14
>=56%
Idade
pontos
Soma dos Pontos
Diabet
es
Anos
30-34
-9
35-39
-4
Não
0
40-44
0
Sim
4
45-49
3
50-54
6
55-59
7
60-64
8
65-69
8
70-74
8
Idade
LDL – colesterol
HDL – colesterol
Pressão Arterial
Diabetes
Tabagismo
Total
Pontos
Total
Ponto
s
Risco
ECV 10
anos
<=-2
1%
Pontos
-1
2%
Não
0
0
2%
Sim
2
1
2%
2
3%
3
3%
4
4%
5
5%
6
6%
7
7%
8
8%
9
9%
10
11%
11
13%
12
15%
13
17%
14
20%
Tabagist
a
LDL COLESTEROL
HDL COLESTEROL
Mg/dl
Pontos
Mg/dl
Pontos
< 100
-2
< 35
5
100-129
0
35-44
2
130-159
0
45-49
1
160-169
2
50-59
0
>=190
2
>=60
-2
Sistólica
Diastólica
< 80
80-84
85-89
90-99
>=100
< 120
-3
0
0
2
3
120-129
0
0
0
2
3
130-139
0
0
0
2
3
15
24%
140-159
2
2
2
2
3
16
27%
>=160
3
3
3
3
3
>=17
>=32%
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 Estratificação de risco de FRAMINGHAM E RISK ENGINE
 Lesões em órgãos-alvo e doenças cardiovasculares









Doenças cardíacas
Hipertrofia do ventrículo esquerdo
Angina do peito ou infarto agudo do miocárdio prévio
Revascularização percutânea ou cirúrgica miocárdica prévia
Insuficiência cardíaca
Episódio isquêmico ou acidente vascular cerebral
Nefropatia
Doença arterial periférica
Retinopatia hipertensiva
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 ABORDAGEM MULTIPROFISSIONAL
A abordagem multiprofissional é de fundamental
importância no tratamento da hipertensão e da diabetes e
na prevenção das complicações crônicas. Assim como
todas as doenças crônicas, tanto a has como a DM exige
um processo contínuo de motivação para que o paciente
não abandone o tratamento.
O programa deverá incluir os seguintes profissionais de saúde
municipais (nutricionista, psicólogo, assistente social,
professor de educação física, farmacêutico)
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 DETALHAMENTO DO ATENDIMENTO DO HAS E
DM
 Abordagem individual – enfermeiro, odontólogo e médico
 Consultas agendadas
 Abordagem – grupos trimestrais – equipe multiprofissional – sob
gerenciamento do médico, enfermeiro e odontólogo
 Objetivo – realizar atividades educativas na área e nas microáreas se
possível, incentivando o auto-cuidado.
 Abordagem – grupos mensais – responsabilidade do Enfermeiro
apoiando o trabalho do ACS e do técnico ou auxiliar de enfermagem da
equipe
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 FUNÇÃO DO ACS no programa
 Esclarecer a comunidade por meio de ações individuais e coletivas





sobre a has, dm e doenças cardiovasculares
Orientar a comunidade sobre a importância das mudanças nos
hábitos de vida
Identificar na população os membros da comunidade com maior
risco de DM tipo 2 e Doenças cardiovasculares orientando a
procurar a unidade de saúde
Registrar o diagnóstico de DM e HAS dos membros das famílias
Encorajar uma relação paciente-equipe colaborativa
Verificar o comparecimento dos pacientes com diabetes às consultas
agendadas na unidade de saúde (busca ativa de faltosos)
PROTOCOLO ATENDIMENTO HAS E
DM - CAJATI
 FUNÇÃO DOS TÉCNICOS OU AUX no programa
 Verificar os níveis de pressão arterial, peso, altura,
circunferência abdominal, em indivíduos da demanda
espontânea, inclusive consultas de odontologia.
 Verificar mensalmente a glicemia capilar em jejum dos
diabéticos ou de acordo com a orientação médica ou do
enfermeiro.
 Orientar individual e coletivamente sobre os fatores de risco
cardiovascular
 Controlar o estoque de medicamentos e solicitar reposição
PLANILHAS