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Oficina de elaboração de itens
1ª Parte
Tianguá
Professores – Ciências
• Professor: "Chovia" que tempo é?
Aluno: É tempo muito mau, senhor professor.
• Professor: Quantos corações nós temos?
Aluno: Dois, senhor professor.
Professor: Dois!?
Aluno: Sim, o meu e o seu!
• Professor: Pode dizer-me o nome de cinco
coisas que contenham leite?
Aluno: Sim, senhor professor. Um queijo e
quatro vacas!!
• PROFESSORA: Maria, aponte no mapa onde
fica a América do Norte.
MARIA: Aqui está.
PROFESSORA: Correto. Agora turma, quem
descobriu a América?
TURMA: A Maria.
Admirável Chip Novo
Pity
Pane no sistema alguém me
desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente, eu sei o que
vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva
Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim
senhor
• Aulas interessantes de Ciências envolvem coisas
bem diferentes, como, por exemplo, ler texto
científico, experimentar e observar, fazer
resumo, esquematizar ideias, ler matéria
jornalística, valorizar a vida, respeitar os colegas
e o espaço físico. Assim, o conhecimento
científico, que também é construção humana,
pode auxiliar os alunos a compreenderem sua
realidade global ou regional.
PCN- Ciências
Dimensões para a Matriz de
Ciências
São três as dimensões que surgem como
estruturante da matriz para orientar a medição
• as diferentes situações/contextos que
envolvem ciência, tecnologia e vida em
sociedade;
• as possíveis ações/operações que devem ser
efetivadas pelos aprendizes nessas situações;
• e os diferentes conhecimentos mobilizados
para tal.
ESTRUTURA DAS MATRIZES
Matriz de referência
• A Matriz de Referência apresenta o objeto de uma
avaliação e é formada por um conjunto de
descritores que mostram as habilidades que são
esperadas dos alunos em diferentes etapas de
escolarização e passíveis de serem aferidas em testes
padronizados de desempenho. Construída a partir de
estudos das propostas curriculares de ensino, sobre
os currículos vigentes no país, além de pesquisas em
livros didáticos e debates com educadores em
atividade nas redes de ensino e especialistas em
educação.
• A Matriz é formada por um conjunto de tópicos ou temas que
representam uma subdivisão de acordo com conteúdo,
competências de área e habilidades. Cada tópico ou tema de uma
Matriz de Referência é constituído por elementos que descrevem as
habilidades que serão avaliadas nos itens, esses elementos são
os Descritores.
• Assim, os itens são elaborados com base nos descritores das
Matrizes de Referência das disciplinas avaliadas nos testes de
proficiência, que reúnem o conteúdo a ser avaliado em cada
período escolar e disciplina e informam o que se espera do aluno
em termos de desempenho escolar.
• As Matrizes de Referência não esgotam o conteúdo a ser
trabalhado em sala de aula e, portanto, não podem ser confundidas
com propostas curriculares, estratégias de ensino ou diretrizes
pedagógicas.
• Nessa estrutura, fica indicada a necessidade
de o item ser construído segundo a orientação
desses três eixos ou dimensões, ou seja, o
item será concretizado a partir do cruzamento
dessas três dimensões, que são descritas a
seguir.
Dimensão situações/contexto
• Entende-se que as “situações/contextos” devem contemplar a
dimensão na qual o conhecimento deve e/ou pode ser utilizado,
relacionando diversas situações da vida individual e coletiva, como
por exemplo,
• variações de espaços (ambientes rural, urbano, etc.);
• de tempo (passado, presente, futuro, períodos históricos); da esfera
social (cultura, saúde – individual e coletiva –, trabalho, economia,
política, ética etc.);
• da natureza das coisas (natural, artificial), dentre outras
possibilidades de desdobramento.
• Ainda devem ser pensados ou identificados, de maneira
privilegiada, contextos diversos, como o político, econômico,
cultural, técnico, ético e natural – para este último, especificamente,
contextos relacionados a organismos vivos, fatores abióticos, da
natureza e da tecnologia, do senso comum e da ciência.
Dimensão operação cognitiva
• A operação cognitiva traduz ações requeridas ao
respondente para que ele resolva a situação-problema
proposta pelo item e deve, então, explicitar o que foi
realizado em termos cognitivos, da ordem do pensamento,
considerando o uso do conhecimento “efetivado pelo
participante por meio da demonstração de sua autonomia
de julgamento e de ação, de atitudes, valores e
procedimentos diante de situações-problema que se
aproximem, o máximo possível, das condições reais de
convívio social e de trabalho individual e coletivo” (Brasil.
Inep, 2002b ). A dimensão, portanto, abrange o que fazer
com o conhecimento e o tipo de uso cognitivo que se
espera nos contextos da vida.
Dimensão eixo estruturante do
conhecimento
• É importante ressaltar a preocupação de que os
eixos estruturantes e os objetos do conhecimento
indicados na matriz do Saeb não sejam
confundidos como referência, como definidores
de currículos escolares ou das relações de ensinoaprendizagem, sendo necessário evitar o
estabelecimento de uma lista de conteúdos que
possam ser tomados nessa direção ou a produção
de recomendações sobre a prática pedagógica
com base na matriz.
Eixos estruturantes de Ciências da Natureza
• Terra e universo.
• Vida e ambientes.
• Ser humano e saúde.
• Materiais: constituição, propriedades e
transformações.
• Energia: conservação e transformação.
Terra e universo
• Aborda conceitos e modelos relacionados à origem, à
evolução do universo, do sistema solar, às características e
relações entre os corpos celestes (satélites, planetas,
estrelas, etc.). No referente ao planeta terra, aborda
fenômenos físicos e astronômicos, os movimentos do
planeta, sua interação com a lua e o sol, além de englobar o
estudo da água, dos ciclos biogeoquímicos, dos fenômenos
físico-químico que envolvem as substâncias que constituem
a natureza e suas transformações na atmosfera, na
litosfera, na hidrosfera e na biosfera, bem como as
questões geológicas da formação do planeta, da crosta
terrestre, suas transformações naturais e causadas pelos
seres humanos ao longo do tempo.
Vida e ambientes
• Aborda a origem e evolução dos seres vivos e suas interações com os
ambientes naturais ou transformados; observa o dinamismo no plano
natural sobre como a vida se desenvolve em espaços e tempos diversos
e suas relações com o meio biótico e abiótico, incluindo suas
implicações. Aborda os níveis de organização dos seres vivos e os
critérios adotados pela ciência para sua classificação e agrupamento,
utilizando os caracteres morfofisiológicos, analisando-os,
comparativamente, do ponto de vista evolutivo. Considera o
conhecimento no conjunto das relações entre os seres vivos, os
ambientes e suas substâncias, de forma a requerer a frequente
construção e reconstrução de conceitos, métodos e comportamentos
envolvendo questões contemporâneas, como utilização de recursos
naturais, impactos ambientais, sustentabilidade, transformações,
manutenção, conservação dos ambientes e da diversidade de vida que
os constitui.
Ser humano e saúde
• Aborda o funcionamento do corpo humano
em sua integridade, do nível celular ao
orgânico, associado à sua relação com
ambientes,
tecnologias
e
aspectos
socioambientais para a promoção da saúde
física e psíquica. Além do funcionamento do
corpo, explora a compreensão sobre doenças,
causas, tratamento, ciclo e prevenção, o
entendimento de hábitos danosos e os que
promovem saúde.
Matéria: constituição, propriedades e
transformações
• Aborda a compreensão sobre as propriedades
da matéria, sua constituição, transformações,
além da compreensão sobre átomos, suas
relações e interações. Explora esses aspectos
por meio de fenômenos naturais ou atividades
humanas, integradas às questões
socioambientais.
Energia: conservação e
transformação
• Estuda as formas de energia, suas
transformações, sua conservação, formas de
transferência de energia, utilização da energia
pelo homem, produção e distribuição da
energia, tecnologias, suas limitações, além de
relacionar energia e vida.
Ao elaborar questões para avaliar, é necessário estar
atento a alguns aspectos:
• da comunicação eficiente: linguagem clara e objetiva, vocabulário
apropriado aos conteúdos, habilidades e competências alvo da
avaliação, apresentação de elementos suficientes para que o
avaliando entenda precisamente o que e como deve responder;
• da metodologia de ensino: o que se avalia é uma aprendizagem
memorizada, uma aprendizagem compreensiva ou uma
aprendizagem crítica;
• da função dos resultados: os resultados serão analisados
construtivamente para que o professor faça um diagnóstico de
necessidades pedagógicas, para acompanhar o desenvolvimento da
aprendizagem de seu aluno, para decidir sobre a certificação ou
para seleção dos melhores em um concurso;
• Não há normas para garantir boas questões se
não houver conhecimento atualizado dos
conteúdos a serem avaliados nem a intenção de
aprimoramento contínuo. A habilidade em
formular questões de múltipla escolha se adquire
com a experiência, mas principalmente com a
crítica construtiva de revisores que analisam
tanto a validade do conteúdo abordado pela
questão quanto os aspectos técnicos e a correção
linguística.
• da concepção de aprendizagem,
conhecimento ou saberes: avaliam-se os
conhecimentos conceituais e factuais (saber),
as habilidades de lidar com esses
conhecimentos (saber fazer) ou a competência
de utilizá-los eficientemente (fazer); avaliamse os conhecimentos sobre atitudes e as
atitudes;
• da didática: que estrutura a questão deve ter,
que elementos devem ser informados ao
avaliando, como tornar a questão atrativa
para que haja empenho em responder, que
nível de complexidade a questão deve ter,
como torná-la básica, mais compreensiva,
evitando-se o supérfluo cansativo e
enfadonho;
• da correção linguística: como garantir os elementos da
textualidade, qual pontuação é mais adequada, que ordem
gramatical estabelecer entre os elementos da questão, qual
vocabulário é pertinente;
• do princípio da educabilidade: avalia-se acreditando que
todos aprendem e que os resultados da avaliação indicam o
que cada aluno necessita como atendimento específico
tendo em vista assegurar o seu desenvolvimento contínuo;
• do nível a que a avaliação se destina: qual é o grau de
complexidade que os itens podem apresentar para que
sejam adequados aos objetivos da avaliação e ao nível de
desenvolvimento do aluno avaliado.
As etapas para a elaboração de itens para a Educação
de Jovens e Adultos estão descritas a seguir:
1. Selecionar, na Matriz de Referência, a
habilidade que será avaliada. Fazer a
identificação do eixo temático, do conteúdo a
ser exigido pelo item que será proposto e
analisar a operação mental que envolve a
habilidade.
• 2. Definir a situação-problema a ser trabalhada no item e elaborar o
texto-base, considerando a realidade cotidiana do público-alvo. A
utilização de situações alheias ao cotidiano dos alunos pode fazer
com que um item de boa qualidade técnica não seja respondido
adequadamente. Ao elaborar itens, deve-se ter o cuidado de tornálos significativos, interessantes e atrativos aos alunos, utilizando
situações autênticas para aumentar o grau de realidade no que está
sendo avaliado. É certo que os itens de uma avaliação nem sempre
são “totalmente” verdadeiros, porém a linguagem e o material
utilizados devem conservar alguma relação com a vida do aluno
fora da escola. Esta verossimilhança pode ser alcançada com a
utilização de material de jornais atuais, revistas, atlas ou outros
que possam interessar aos alunos.
• 3. Elaborar o enunciado, atentando para fornecer todas as
informações necessárias para que o aluno responda ao
item. A estrutura do enunciado de um item pode ser de
dois tipos:
• a. O enunciado do item pode solicitar que o aluno, após a
leitura do texto-base, resolva a situação-problema
proposta para, em seguida, identificar a alternativa que
contém a resposta certa.
• b. O item pode solicitar ao aluno que analise cada
alternativa, individualmente, de acordo com o enunciado
(que pressupõe a leitura do texto-base), para identificar a
correta.
• Seja qual for o tipo escolhido, é importante redigir o enunciado de
maneira clara e objetiva, procurando evitar que o aluno erre o
item porque não compreendeu o que estava sendo perguntado. Eis
alguns procedimentos que contribuem para a redação de
enunciados:
•
A compreensão do enunciado deve ser independente da leitura de
todas as alternativas.
•
O enunciado deve conter apenas dados ou informações funcionais.
Expressões numéricas, textos, fórmulas, figuras, tabelas etc. só
podem ser incluídos se forem necessários à resolução do problema
proposto. Os elementos meramente ilustrativos ou que sejam
desnecessários para a resolução da situação-problema podem
resultar em baixos índices de acerto do item.
• Termos impessoais devem predominar na redação dos
enunciados. Exemplos: considere-se, calcula-se,
argumenta-se etc.
• Não se aconselha empregar termos negativos, como
EXCETO, INCORRETO, NÃO, ERRADO, FALSO. Deve-se
preferir a formulação de itens positivos.
• Devem-se evitar termos generalizantes, como
SEMPRE, NUNCA, TODO, TOTALMENTE,
ABSOLUTAMENTE, COMPLETAMENTE, SOMENTE etc.
• O item deve testar a habilidade desenvolvida pelo
aluno e não a sua capacidade de memorização.
4. Elaborar as alternativas.
• Não utilizar alternativas como “todas as
anteriores” ou “nenhuma das anteriores”.
• Evitar que a resposta correta seja mais
atrativa do que os distratores.
5. Revisar o item
• Revisar o item algum tempo após tê-lo escrito,
para certificar-se de que ele está realmente
de acordo com a habilidade escolhida, de que
há apenas uma única resposta correta e de
que o item seja independente, ou seja, a
resposta dele não deve ser determinante para
a resposta de outro item nem dependente da
resposta de outro item.
6. Elaborar o gabarito comentado do
item.
• Citar a resposta correta e comentar a questão
de modo a justificar por que a alternativa
selecionada é a correta e por que as demais
alternativas estão erradas.