Sistema de Informação em Saúde

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Transcript Sistema de Informação em Saúde

Sistema de Informação em Saúde
 Dado
 Caracteriza um fato ou circunstância
 Valor bruto
 Informação
 Conhecimento obtido a partir dos dados
 Implica em interpretação por parte do usuário
 Dado trabalhado
 Atividade “meio” e não “fim”
Sistema de Informação em Saúde
 Informação - Decisão - Ação
 atualizada, completa, fidedigna, oportuna, com
periodicidade definida pelo sistema
 depende da qualidade do preenchimento dos
instrumentos (boletins de notificação, fichas de
investigação, etc)
 depende da coleta e organização dos dados
 depende de um fluxo de informações bem estabelecido
 acessível a todos os profissionais de saúde, áreas afins e
comunidade
Sistema de Informação em Saúde
 Sistema
Conjunto de unidades de produção, análise e divulgação
de dados, atuando articuladamente, com a finalidade de
atender à necessidade de informação da instituição que
implementa esse sistema (nas atividades de
planejamento, definição de prioridades, alocação de
recursos, avaliação de programas desenvolvidos, etc) .
Sistema de Informação em Saúde
 Sistema de Informação
 Conjunto de componentes (pessoal, ferramentas e
técnicas) visando a obtenção e processamento de dados
que atendam à necessidade de informação da instituição.
 Sistema de Informação em Saúde
 Conjunto de componentes (estrutura administrativa,
departamento de estatística de saúde, unidades de
informação em saúde) que atuam de forma integrada e
que têm por finalidade produzir a informação necessária
e oportuna para implementar processos de decisões no
sistema de saúde
Sistema de Informação em Saúde
 Sistema de Informação em Saúde
 Objetivo:
facilitar a formulação e avaliação das políticas, planos
e programas de saúde, subsidiando o processo de
tomada de decisões, com vistas a contribuir para a
melhoria da situação de saúde da população
Sistema de Informação em Saúde
 Dados podem ser:



Dados produzidos e coletados no setor saúde e em
outros setores;
Dados coletados regularmente (DNC) e não regulares
(inquéritos e estudos especiais)
Dados coletados, preferencialmente devem ser os
necessários para a construção de indicadores
(parâmetros para avaliação de saúde de agregados
humanos e fornecer subsídios ao planejamento de
saúde, acompanhamento das flutuações e tendências
históricas).
Sistema de Informação em Saúde/SUS
 Objetivo:

Possibilitar a análise da situação de saúde , tomando como
referencial micro-regiões homogêneas e, levando em
consideração as condições de vida da população no
processo saúde-doença.
 Pré-requisitos:

Deve ser hierarquizado

Deve haver integração dos bancos de dados

Deve ser dinâmico e ágil.
Sistema de Informação em Saúde/SUS
 Preconiza-se que, em todos os níveis os dados sejam
consolidados e analisados e que haja retroalimentação dos
níveis que o precederam (aperfeiçoamento, gerência e
controle da qualidade dos dados);
 Cinco maiores sistemas: SIH, SIA, SIM, SINASC e SINAN.
SINAN
 Sistema de Informação de Agravos de Notificação
 Criado em 1990
 Objetivo: coletar e processar dados sobre agravos de
notificação em todo território nacional, fornecendo
informações para a análise do perfil de morbidade e
contribuindo para a tomada de decisões nos três níveis
do sistema.
 Pode ser trabalhado pelos três níveis: Municipal (CS,
DS), Estadual e Nacional; os dados devem ser
consolidados e analisados por estes com
retroalimentação para os outros níveis;
SINAN
 Formulário de entrada dos dados foi elaborado em duas
partes
 Boletim de Notificação Semanal de Doenças (numerado
e não numerado)

Ficha Individual de Investigação.

Impressão e distribuição dos impressos numerados é
responsabilidade do Estado;

Impressão e distribuição dos impressos não numerados
é responsabilidade do Município.
SINAN
Fluxo das Informações
AGRAVO
UNID. DE SAÚDE
DIST. SANITÁRIO
NÍVEL CENTRAL/SMSA
DMS/SES
NÍVEL CENTRAL/SES
MS
Sistema Nacional de VE
 Pressupostos



Heterogeneidade do rol de doenças e agravos sob
vigilância no nível municipal, mantendo as definidas
pelos níveis estadual e federal;
Distintos graus de desenvolvimento técnico,
administrativo e operacional dos sistemas locais;
Incorporação gradativa de novas doenças e agravos,
inclusive doenças não transmissíveis;
SISTEMA NACIONAL DE VE
 Pressupostos
• Fluxo de informações baseado no atendimento às
necessidades do sistema local de saúde, sem prejuízo
do fluxo e periodicidade para os outros níveis do
sistema
• Diferenciação local nos programas de controle,
respeitadas as bases técnico-científicas de referência
nacional.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
CONCEITO
 LEI 8080/1990
“Conjunto de ações que proporciona o conhecimento,
a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos
fatores determinantes e condicionantes de saúde
individual ou coletiva, com a finalidade de
recomendar e adotar as medidas de prevenção e
controle das doenças e agravos.”
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
PROPÓSITOS E FUNÇÕES
1) Coleta de dados;
2) Processamento de dados coletados;
3) Análise e interpretação dos dados processados;
4) Recomendação das medidas de controle apropriadas;
5) Promoção das ações de controle indicadas;
6) Avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas;
7) Divulgação de informações pertinentes.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
COLETA DE DADOS E INFORMAÇÕES
1) Tipos de dados:
 Dados demográficos e ambientais
 Dados de morbidade
 Dados de mortalidade
 Notificação de surtos e epidemias
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
2) Fontes de dados:
 Notificação: é a comunicação da ocorrência de determinada
doença ou agravo à saúde, feita à autoridade sanitária, por
profissionais de saúde ou qualquer cidadão, para fins de
adoção de medidas de intervenção pertinentes.
 notificar casos suspeitos
 sigilo
 notificação negativa
 Laboratórios
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
 Sistemas Nacionais de Informação
 SIM
 SIH
 SINASC
 SIA
 Investigação epidemiológica
 Fontes especiais
 Estudos epidemiológicos: inquéritos, levantamentos
 Sistemas sentinela: fontes
sentinela, áreas sentinela.
sentinela, evento
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
DIAGNÓSTICO DE CASOS
 Conceito de caso suspeito
 Conceito de caso confirmado
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
INVESTIGAÇÃO
• A) ROTEIRO- INDAGAÇÕES
 De quem foi contraída a infecção ? (fonte de contágio)
 Qual a via de disseminação da infecção, da fonte ao doente ?
 Que outras pessoas podem ter sido infectadas pela mesma fonte de
contágio ?
 Quais as pessoas a quem o caso pode haver transmitido a doença ?
 A quem o caso ainda pode transmitir a doença ? como evitá-lo?
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
 ANDAMENTO DA INVESTIGAÇÃO
 Início: imediato após ocorrência do evento
 Ficha de investigação epidemiológica: informações
do médico e/ou profissionais de saúde assistentes,
prontuários, resultados de exames
paciente, pessoas da comunidade.
 TOMADA DE DECISÃO
laboratoriais,
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
INVESTIGAÇÃO DE SURTOS E EPIDEMIAS
 Inicia-se, com frequência, sem hipótese clara
 Estudos descritivos para formulação de hipóteses,
posteriormente testadas por estudos analíticos (casocontrole)
 Problemas agudos investigação: coleta de dados e
análise rápida desencadeamento ágil das ações de
controle
 Critérios de confirmação de casos: laboratorial e clínicoepidemiológico
MALÁRIA
A malária ou paludismo é uma das mais importantes doenças
parasitárias, também conhecida como impaludismo, febre
palustre e febre intermitente. No Brasil, a malária é causada
por uma das três espécimes de plasmódios:
- Plasmodium malarie
- Plasmodium vivax
- Plasmodium falciparum
 RESERVATÓRIO:
O ser humano é o único reservatório importante da malária.
MALÁRIA
 MODO DE TRANSMISSÃO:
 A doença se transmite pela picada de fêmea anofelina no
ciclo homem- Anopheles - homem. A maioria das espécies
de Anopheles se alimenta ao anoitecer ou nas primeiras
horas da noite.

A malária também pode transmitir-se por injeção ou
tansfusão de sangue de pessoas infectadas ou por seringas
hipodérmicas contaminadas.
 Pode haver transmissão congênita em casos excepcionais
MALÁRIA
 ASPECTOS CLÍNICOS:
O ataque agudo de malária caracteriza-se por um conjunto
de paroxismos febris que apresentam quatro períodos
sucessivos: frio, calor, suor e apirexia. Podem ser
acompanhados de cefaléia, náuseas e vômitos. As formas
clínicas podem ser leves, moderadas, graves e de urgência.
MALÁRIA
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
 A confirmação do diagnóstico se faz mediante a
demonstração dos parasitos da malária em amostras de
sangue examinadas ao microscópio (método da gota
espessa ou pelo novo método do capilar, o QBC).

Imunodiagnóstico: métodos que avaliam a imunidade
humana e a imunidade celular do hospedeiro. São úteis
tanto em zonas endêmicas, como nas não endêmicas. As
provas diagnósticas mais indicadas na prática, por serem
mais sensíveis e operacionalmente mais factíveis são a
imunofluorescência indireta (IFI)
e a imunoabsorção
enzimática (ELISA).
MALÁRIA
 DEFINIÇÃO DE CASO:
 Suspeito - Todo o indivíduo que, procedendo de área
onde haja transmissão de malária, ou tendo recebido
transfusão sangüínea, apresente um quadro febril,
especialmente se for acompanhado por sintomas sugestivos
de malária.
Confirmado - Para ser considerado como caso de malária
é necessário a confirmação laboratorial, indicando a
presença de parasitos no sangue. É importante e
necessária a identificação da espécie parasitária.
MALÁRIA
 CONDUTA FRENTE A UM CASO:
 Na área extra-amazônica, todo caso suspeito ou confirmado
de malária deve ser investigado, visando à instituição do
tratamento e à prevenção de um surto, caso haja presença
dos insetos transmissores na área.
MALÁRIA
 MEDIDAS DE CONTROLE:
 A estratégia mundial de controle da malária, tem quatro
elementos técnicos fundamentais :
 diagnóstico imediato e tratamento oportuno dos casos;
 planejamento e aplicação de medidas anti-vetoriais
seletivas;
 detecção pronta de epidemias para contê-las;
 reavaliação regular da situação da malária no país,
incluídos os fatores ecológicos, sociais e econômicos que
determinam a doença.
LEISHMANIOSE VISCERAL
A leishmaniose visceral também conhecida como Calazar é
uma doença crônica sistêmica, caracterizada por febre de
longa duração e outras manifestações, e, quando não
tratada, evolui para óbito, em 1 ou 2 anos do aparecimento
da sintomatologia.
 AGENTE ETIOLÓGICO:
No Brasil é causada por um protozoário da família
Tripanosomatidae, gênero Leishmania, espécie Leishmania
chagasi.
LEISHMANIOSE VISCERAL
 RESERVATÓRIO:
•
No Brasil, os mais importantes são o cão e a raposa. Os
cães infectados podem ou não desenvolver quadro clínico
da doença. Os canídeos apresentam intenso parasitismo
cutâneo, o que permite fácil infecção do mosquito e, por
este fato, são os mais importantes elos na manutenção da
cadeia epidemiológica.
LEISHMANIOSE VISCERAL
 MODO DE TRANSMISSÃO:
•
A Leishmaniose Visceral é uma antropozoonose,
transmitida pelo inseto hematófago flebótomo Lutzomia
longipalpis, mosquito de pequeno tamanho, cor de palha
que se alimenta de sangue do cão, do homem, de outros
mamíferos e aves. As fêmeas necessitam do sangue para
desenvolvimento dos ovos.
LEISHMANIOSE VISCERAL
 ASPECTOS CLÍNICOS:
• Muitos dos infectados apresentam forma inaparente ou
oligossintomática da doença. O número de casos graves ou
com sintomatologia manifesta é relativamente pequeno em
relação ao de infectados.
• A forma clássica caracteriza-se por: febre, astenia, anorexia,
perda de peso, hepatoesplenomegalia, queda de cabelos,
fenômenos hemorrágicos.
LEISHMANIOSE VISCERAL
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
 Diagnóstico sorológico – as provas mais sensíveis são a de
imunofluorescência e a de ELISA.
 Diagnóstico parasitológico – exames realizados de material
retirado preferencialmente do baço e da medula óssea.
• Exames Complementares: Hemograma (pancitopenia),
Dosagem
de
proteínas
(inversão
relação
albumina/globulina), Reação de formol-gel (positiva)
LEISHMANIOSE VISCERAL
 DEFINIÇÃO DE CASO:
 Caso suspeito - É considerado caso suspeito todo
indivíduo proveniente de área endêmica ou áreas onde
esteja ocorrendo surto, com febre há mais de duas
semanas, com ou sem outras manifestações clínicas da
doença.

Caso confirmado - Todo paciente com exame
sorológico ou parasitológico positivo, com ou sem
manifestações clínicas.
LEISHMANIOSE VISCERAL
 MEDIDAS DE CONTROLE:
 Eliminação dos cães infectados;
 Redução da população de flebótomos;
 Diagnóstico e tratamento precoce dos casos objetivando
diminuir a letalidade da doença;
 Ações educativas.
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
 A LTA é uma doença infecciosa causada por protozoários
do gênero Leishmania, que acomete pele e mucosas.
 É uma zoonose em franca expansão geográfica no Brasil,
sendo uma das infecções dermatológicas mais importantes,
não só pela freqüência, mas principalmente pelas
deformidades que podem causar ao homem, na sua forma
cutâneo- mucosa.
 Doença relacionada não somente à penetração do homem
em focos silvestres, frequentemente em áreas de expansão
de fronteiras agrícolas. É importante problema de saúde
pública pela sua magnitude e pouca vulnerabilidade às
medidas de controle.
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
 AGENTE ETIOLÓGICO:
 Há diferentes subgêneros e espécies de leishmanias:
• Leishmania (leishmania) amazonensis ou Leishmania
amazonensis.
• Leishmania (Viannia) guyanensis
• Leishmania (Viannia) brasiliensis
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
 RESERVATÓRIO:
 Leishmania (Leishmania) amazonensis: marsupiais e,
principalmente, o “rato-sóia”.
 Leishmania (Viannia) guyanensis: preguiça, tamanduá,
marsupiais e roedores.
 Leishmania (Viannia) brasilienses: cão, equinos e mulas,
roedores domésticos ou sinantrópicos.
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
 MODO DE TRANSMISSÃO:
 O modo de transmissão habitual é através da picada de
várias espécies de flebotomíneos, pertencentes a diferentes
gêneros ( Psychodopygus, Lutzomyia), dependendo da
localização geográfica.
 Assim como os reservatórios, os vetores também mudam
de acordo com a espécie de Leishmania.
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA

 ASPECTOS CLÍNICOS:
 Lesões cutâneas: lesões de pele podem ser localizadas
(única ou múltiplas), disseminadas por várias áreas do
corpo ou difusas (rara). São úlceras com bordas elevadas,
em moldura, normalmente indolores.
 Lesões mucosas: na maioria, secundárias às lesões
cutâneas. Mais frequentemente, são acometidas as
cavidades nasais, seguidas da faringe, laringe e cavidade
oral.
 Lesões mucocutâneas:lesões associadas na pele e mucosa.
 Comprometimento ganglionar.
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
Baseia-se na detecção do parasito e em provas imunológicas.
1) Exame parasitológico: escarificação, punção aspirativa,
biópsia.
2) O diagnóstico imunológico pode ser feito através da:
 Reação de Montenegro - Traduz a resposta alérgica de
hipersensibilidade celular retardada. É um teste de grande
valor preditivo devido à sua sensibilidade, sendo positivo em
mais de 90% dos casos de LTA.
Imunofluorescência
indireta
(IFI)
e/ou
testes
imunoenzimáticos (ELISA) Expressam os níveis de
anticorpos circulantes. É usada em centros de referência.
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
 DEFINIÇÃO DE CASO:
 Suspeito: indivíduo que apresente lesão(ões) cutânea
e/ou mucosa conforme descrito em “Aspectos clínicos”.
 Confirmado: deverá preencher no mínimo um dos
critérios:
Residência, procedência ou deslocamento em área endêmica
+ encontro do parasita nos exames parasitológicos diretos.
Residência, procedência ou deslocamento em área endêmica
+ Reação de Montenegro positiva.
Residência, procedência ou deslocamento em área endêmica
(sem acesso a métodos diagnósticos).
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
 MEDIDAS DE CONTROLE:
• Medidas de Atuação na Cadeia de Transmissão
• Em virtude das características epidemiológicas peculiares
da LTA, as estratégias de controle devem ser flexíveis e
distintas, adequadas a cada região ou foco particular.
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
Medidas de controle:
• Para a seleção de estratégias adequadas a cada região
geográfica deverá ser considerada a análise epidemiológica
dos dados referentes a :
1) notificação dos casos humanos;
2) estudos entomológicos;
3) estudos parasitológicos;
4) estudos ecológicos.
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
As ações resultantes dessa análise epidemiológica têm
como objetivo:
1) diagnóstico precoce e tratamento adequado dos casos
humanos
2) redução do contato homem-vetor através de aplicação do
inseticida, medidas de proteção individual e controle de
reservatórios.
FEBRE AMARELA
A Febre Amarela (FA) é uma doença infecciosa aguda, febril,
de etiologia viral, encontrada em países da África e
Américas Central e do Sul. A forma grave caracteriza-se
clinicamente por manifestações de insuficiência hepática e
renal, que pode levar à morte, em cerca de uma semana. É
transmitida por vetor.
FEBRE AMARELA
 RESERVATÓRIO:
Febre Amarela Urbana (FAU): Ser humano
Febre Amarela Silvestre (FAS): Primatas não humanos
(macaco prego, guariba, macaco aranha e sagui).
Marsupiais e alguns roedores também suscetíveis.
 MODO DE TRANSMISSÃO:
Geralmente precedida por epizootias.
Na FAU, pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado.
Na Febre Amarela Silvestre, pela picada de espécies de
mosquitos silvestres do gênero Haemagogus.
FEBRE AMARELA
 ASPECTOS CLÍNICOS:
• Quadros inaparentes e oligossintomáticos (média de 90%
de todos os casos de infecção) até formas fulminantes.
• No quadro típico:
 Período de infecção: febre, calafrios, cefaléia, lombalgia,
mialgias, prostração, náuseas, vômitos.
 Período de remissão: declínio da temperatura e diminuição
dos sintomas; sensação de melhora.
 Período de intoxicação: insuficiência hepato-renal (forma
ictero-hemorrágico-renal).
• óbito em geral após 6º ou 7º dia do início dos sintomas.
FEBRE AMARELA
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
• isolamento do vírus em amostras de sangue, fígado ou
tecido pós-mortem.
• demonstração do antígeno viral e/ou ac. nucleico viral no
tecido hepático ou pós mortem;
• testes sorológicos, complementares ao isolamento de
vírus, podendo ser utilizados como alternativos ao
diagnóstico - Inibição da Hemaglutinação (IH), Fixação de
Complemento (FC), Neutralização (TN) e Mac Elisa
• demonstração de lesões histopatológicas em tecido
hepático pós mortem.
FEBRE AMARELA
 DEFINIÇÃO DE CASO:
 Caso suspeito:
Todo paciente residente e/ou procedente de área endêmica
para Febre Amarela, ou de transição de Febre Amarela
Silvestre, nos últimos 10 dias antes do início dos sintomas,
com quadro febril agudo, há menos de 7 dias, calafrios,
cefaléia, lombalgia, mialgias, prostração, náuseas, vômitos
e que, comprovadamente não tenha sido vacinado contra
Febre Amarela; Todo paciente com quadro febril agudo, há
menos de 7 dias com icterícia e hemorragia, de qualquer
procedência, sem confirmação laboratorial de outro
diagnóstico e que, comprovadamente não tenha sido
vacinado contra Febre Amarela.
FEBRE AMARELA
 Caso confirmado:
Todo caso suspeito que tenha ao menos uma das situações:
 Isolamento do vírus a partir de amostras de sangue ou
tecido hepático;
 conversão sorológica (aumento de pelo menos 4 vezes no
título de anticorpos entre o soro coletado na fase aguda e
na fase de convalescença)
 achado de IgM específica em amostra de sangue (Mac
Elisa)
 detecção do genoma viral
 laudo histopatológico compatível, de paciente oriundo de
área endêmica e/ou transição;
FEBRE AMARELA
 MEDIDAS DE CONTROLE:
 Vacinação: a vacina é de vírus atenuado. Pode-se aplicar
a partir dos seis meses de idade; revacinação a cada dez
anos.
.  Rotina do País: meta de 100 % pop. áreas endêmicas;
áreas epizoóticas a cada 4 anos.
.  Reações pós-vacinais: dor local, mal estar,cefaléia, febre
 Contra-indicações : crianças menores de seis meses,
gestantes, portadores de processos infecciosos agudos,
imunodeprimidos, debilitados, história de hipersensibilidade
a ovo de galinha e seus derivados.
FEBRE AMARELA
 Medidas de Controle do Vetor:
• medidas de controle mecânico: São aquelas
direcionadas aos recipientes com a eliminação
daqueles que podem ser dispensados, evitando-se
com isto a manutenção de criadouros favoráveis à
proliferação do Aedes;
 medidas de controle químico:
1) tratamento focal
2) tratamento perifocal
FEBRE AMARELA
 Medidas de Controle do Paciente
 Isolamento: nenhum. Em áreas infestadas com
Aedes, deve ser evitado o acesso de mosquitos ao
paciente durante os primeiros dias de infecção.
FEBRE AMARELA
 Medidas em Caso de Epidemias:
1) FAU: Vacinação em massa, aplicação de larvicidas e
nebulização espacial, quando indicado.
2) FAS: Vacinação imediata das pessoas residentes ou que se
desloquem para a área acometida.
3) Contatar o Instituto Evandro Chagas que pode desenvolver
pesquisas científicas de natureza eco-epidemiológica, na
vigência de epidemias.
LEPTOSPIROSE
A leptospirose é uma doença infecciosa aguda, de caráter
sistêmico, que acomete o homem e os animais. Sua
ocorrência é favorecida pelas condições ambientais
vigentes nas regiões de clima tropical e subtropical, onde a
elevada temperatura e os períodos do ano com altos índices
pluviométricos favorecem o aparecimento de surtos
epidêmicos de caráter sazonal.
 AGENTE ETIOLÓGICO:
A leptospirose é causada por microorganismos do gênero
Leptospira, um dos componentes da família dos
Espiroquetídeos.
LEPTOSPIROSE
 RESERVATÓRIO:
Os roedores são os principais reservatórios, albergando a
leptospira nos rins, eliminando-as vivas no meio ambiente e
contaminando água, solo e alimentos. Dentre os roedores
domésticos, a grande importância é para o Rattus
norvegicus (rato de esgoto).
 MODO DE TRANSMISSÃO
 A leptospira é transmitida de animal para animal e do
animal ao homem; há transmissão homem a homem, porém
é rara e sem importância.
LEPTOSPIROSE
 MODO DE TRANSMISSÃO
 A transmissão ao homem ocorre diretamente por contato
com urina, sangue, tecidos ou órgãos de animais infectados;
ou indiretamente, através do contato com água e/ou solo
úmido ou vegetação contaminados com urina de animais
infectados.

Em áreas urbanas, o contato com águas e lamas
contaminadas demonstram a importância do elo hídrico na
transmissão da doença ao homem, pois a leptospira
depende da água para sobreviver e alcançar o hospedeiro.
LEPTOSPIROSE
 MODO DE TRANSMISSÃO:
 A penetração do microorganismo se dá pela pele lesada ou
mucosas da boca, narinas e olhos, podendo ocorrer
também através da pele íntegra, quando imersa em água
por longo tempo.
 A transmissão acidental em laboratórios e a ingestão de
alimentos contaminados são também descritos
LEPTOSPIROSE
 ASPECTOS CLÍNICOS:
• A infecção humana varia muito em gravidade, desde formas
subclínicas até formas mais graves ou fatais.
• A doença, na maioria dos casos, se inicia abruptamente,
com febre, mal-estar geral e cefaléia.
• Existem duas formas clínicas: anictérica e ictérica.
LEPTOSPIROSE
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
•
Os métodos sorológicos são os consagradamente eleitos
para o diagnóstico da leptospirose.
• A técnica de microaglutinação é a de escolha e se positiva
geralmente a partir da segunda semana da doença.
Recomenda-se a realização de pelo menos dois exames,
um no início e outro a partir da quarta semana de doença.
• Na impossibilidade de adoção desta técnica, opta-se pela
macroaglutinação, para qual recomenda-se coleta de
amostra pelo menos 7 dias após o início dos sintomas.
LEPTOSPIROSE
 DEFINIÇÃO DE CASO:
 Caso suspeito:
É toda pessoa que apresente sinais e sintomas sugestivos
da doença, como febre, mialgias (principalmente na
panturrilha), vômitos, calafrios, alterações do volume
urinário, conjuntivite, icterícia, fenômeno hemorrágico e/ou
Síndrome de Weil
(alterações hepáticas, renais e
vasculares). Toda pessoa que apresente sinais e sintomas
de processo infeccioso inespecífico, com antecedentes
epidemiológicos e sugestivos.
LEPTOSPIROSE
Consideram-se como antecedentes epidemiológicos:
1) exposição a enchentes ou outras coleções hídricas
potencialmente contaminadas, como córregos, fossas, lagos
e rios;
2) exposição a esgoto, fossa ou manilhas de esgoto
contaminados com urina de roedores;
3) atividades que envolvam risco ocupacional como coleta
de lixo, limpeza de córregos, trabalho em água ou esgoto,
tratadores de animais, entre outras;
4) presença de animais infectados nos locais frequentados
pelo paciente.
LEPTOSPIROSE
 Caso confirmado:
1) Critério laboratorial : sempre que possível todo caso
suspeito será confirmado pelo laboratório.
2) Critério Clínico-Epidemiológico : todo caso suspeito com
clara evidência epidemiológica.
• Nos casos suspeitos que evoluírem para o óbito sem
confirmação laboratorial, amostras de tecido poderão ser
encaminhadas para exame imuno-histoquímico.
LEPTOSPIROSE
 MEDIDAS DE CONTROLE:
• Controle da população de roedores por meio de medidas
de anti-ratização e desratização.
• Redução do risco de exposição de ferimentos na água e
lama de enchentes ou situação de risco.
• Medidas de proteção individual para trabalhadores ou
indivíduos expostos ao risco, através do uso de roupas
especiais, luvas e botas, ou sacos plásticos amarrados nas
mãos e nos pés.
• Limpeza e desinfecção com hipoclorito de sódio de áreas
físicas domiciliares ou não que estejam contaminadas.
LEPTOSPIROSE
•
•
•
•
•
 MEDIDAS DE CONTROLE:
Vigilância sanitária dos alimentos, descartando os que
entraram em contato com águas contaminadas.
Utilização de água filtrada, fervida ou clorada para ingestão.
Armazenagem correta dos alimentos em locais à prova de
roedores.
Armazenagem e destino adequado do lixo.
Ações permanentes de educação em saúde alertando
sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção,
manifestações clínicas, tratamento e controle da doença.
FEBRE MACULOSA
A febre maculosa é uma doença infecciosa aguda, febril e
exantemática. Entre as riquetsioses, a febre maculosa é a
de maior incidência em nosso meio, adquirindo também
importância em razão de sua maior letalidade.
 AGENTE ETIOLÓGICO:
O agente etiológico da febre maculosa é a bactéria Rickettsia
rickettsii , da família Rickettsiae.
FEBRE MACULOSA
 MODO DE TRANSMISSÃO:
Os carrapatos atuam como reservatórios e como vetor da
febre maculosa. Uma vez infectados, inoculam a Rickettsia
rickettsii junto com a secreção salivar nos indivíduos dos
quais se alimentam. A transmissão transovariana entre os
carrapatos os mantêm infectados por gerações sucessivas.
No Brasil, até o momento, a espécie vetora conhecida como
responsável pela transmissão da febre maculosa e o
Amblyoma cajennense, carrapato do cavalo,conhecido
popularmente como carrapato estrela.
FEBRE MACULOSA
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
Testes sorológicos: Weil-Félix (WF) e Reação de
Imunofluorescência Indireta (RIFI). O teste de Weil-Félix tem
baixa especificidade podendo apresentar reações falso
positivas como na gravidez, nas infecções por Proteus, na
febre recorrente e febre tifóide.
 A Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) é o teste
que permite o diagnóstico seguro.
(Para a realização da sorologia colhe-se uma amostra do
soro no início da doença e outra na 2ª semana).
FEBRE MACULOSA
 DEFINIÇÃO DE CASO:
 Caso suspeito:
Todo paciente que apresentar quadro clínico de febre de
início súbito, mialgia e prostração intensas seguidos de
aparecimento de exantema máculo-papular que não
preserva a face, palma das mãos e plantas dos pés, por
volta do 3º ou 4º dia de evolução. Reforça o diagnóstico
clínico o dado epidemiológico de o indivíduo ter vindo de
região conhecida como problema ou ter tido contato recente
com carrapato.
FEBRE MACULOSA
 Caso provável:
Como caso provável de febre maculosa, elegemos aquele
que apresente evidências clínicas da doença e sorologia
positiva a reação de Weil-Félix com título  1/160 em uma
das amostras.
 Caso confirmado:
Aquele que apresente um único título de anticorpos para
Reação de Imunuofluorescência Indireta  1/64.
FEBRE MACULOSA
 MEDIDAS DE CONTROLE:
• Remoção dos carrapatos o mais precoce possível após
infestação, já que a doença parece ocorrer com maior
frequência em indivíduos que permanecem com o vetor no
corpo por mais de 36 horas.
• Proibição da criação de animais de grande porte no meio
urbano.
• Proibição da presença de animais soltos em vias públicas.
FEBRE MACULOSA
 MEDIDAS DE CONTROLE:
 Coletar o lixo regularmente
 Manter lotes vagos limpos e murados.
 Realizar capina mecânica das ruas e barrancos.
 Escovar os animais de estimação diariamente e
mantê-los presos.
DENGUE
•
Doença febril aguda, de etiologia viral, de evolução
benigna na forma clássica, podendo ser grave na forma
hemorrágica.
AGENTE ETIOLÓGICO:
•
Arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família
Flaviviridae. São conhecidos quatro sorotipos: DEN-1,
DEN- 2, DEN-3 e DEN-4.
DENGUE
 MODO DE TRANSMISSÃO:
A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito
Aedes aegypti, no ciclo homem-Aedes-homem.
 Não há transmissão por contato direto de um doente ou
de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através
de água ou alimentos.
DENGUE
 ASPECTOS CLÍNICOS:
 Dengue Clássico: febre de início abrupto, cefaléia,
prostração, mialgia, artralgia, anorexia, dor retro-orbitária,
náuseas, vômitos, dor abdominal (mais frequente em
crianças), exantema máculo-papular.
 Os adultos podem apresentar manifestações
hemorrágicas, como epistaxe, petéquias, gengivorragia,
metrorragia e outros, no final do período febril. Em casos
raros, hematêmese, melena ou hematúria. As crianças
apresentam manifestações clínicas mais inespecíficas.
 A presença de manifestações hemorrágicas não é
exclusiva da Febre Hemorrágica do Dengue.
DENGUE
 ASPECTOS CLÍNICOS:
 Febre Hemorrágica do Dengue (FHD):
1) Sintomas iniciais indistintos do Dengue Clássico, porém
evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas de
gravidade variável.
2) Casos típicos são caracterizados por febre alta,
fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e, frequentemente
insuficiência circulatória.
DENGUE
 ASPECTOS CLÍNICOS:
 Febre Hemorrágica do Dengue (FHD):
3) A maioria dos casos apresenta manifestações
hemorrágicas leves, que vão desde uma prova do laço
positiva, petéquias, epistaxe e sangramento gengival, até
hemorragia espontânea pelos locais de punção venosa,
sufusões hemorrágicas, hemorragias em vários órgãos
(gastrointestinal, intracraniana, hematúria, etc).
4) Em casos graves, entre o 3º e o 7º dia, após o
desaparecimento da febre, o estado do paciente se agrava
e surgem sinais de insuficiência circulatória (choque).
DENGUE
Infecção pelo vírus do Dengue
Assintomático
Sintomático
Febre não diferen_
Síndrome de
ciada (Sindrome Viral) Febre do Dengue
S/ hemorragia
C/hemorragia
DENGUE CLÁSSICO
Febre Hemorrágica do
dengue (FHD)
S/choque
FHD
SCD
DENGUE
 DEFINIÇÃO DO CASO:
 Caso suspeito de dengue clássico:
 Paciente com doença febril aguda com duração máxima de
7 dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes
sintomas: cefaléia, dor retroorbital, mialgia, artralgia,
prostração, exantema.
 Além desses sintomas, deve ter estado, nos últimos quinze
dias, em área onde esteja ocorrendo transmissão de
Dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti.
DENGUE
 Caso suspeito de FHD:
 Todo caso suspeito de Dengue Clássico que apresentar
também manifestações hemorrágicas, variando desde a
prova do laço positiva até fenômenos mais graves como
hematêmese, melena e outros.
 A ocorrência de pacientes com manifestações
hemorrágicas, acrescidas de sinais e sintomas de choque
cardiovascular (pulso arterial fino e rápido ou ausente,
diminuição ou ausência de PA, pele fria e úmida, agitação)
levam à suspeita de Síndrome do Choque.
DENGUE
 Caso confirmado de dengue clássico:
 Caso confirmado laboratorialmente. No curso de uma
epidemia, após a confirmação laboratorial dos primeiros
casos em uma área, poderá ser feita por critério clínicoepidemiológico.
DENGUE
 Caso confirmado de FHD:
1) Caso em que todos os critérios abaixo estão presentes:
 Febre ou história de febre recente de 7 dias ou menos;
 Trombocitopenia ( 100.000/mm3 ou menos);
 Tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou
mais dos seguintes sinais:
- prova do laço positiva, petéquias, equimoses ou
púrpuras e,
- sangramentos de mucosas, do trato gastrointestinal e
outros;
DENGUE
 Caso confirmado de FHD:
 Extravasamento de plasma por aumento de permeabilidade
capilar, manifestado por:
hematócrito apresentando um aumento de 20% sobre o
basal na admissão ou queda do hematócrito em 20%, após
o tratamento, ou presença de derrame pleural, ascite e
hipoproteinemia
(ou hematócrito acima de 38% em crianças, acima de 40%
em mulheres, acima de 45% em homens )
DENGUE
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
 Exames específicos: Isolamento e Sorologia
Comprovação laboratorial das infecções pelo vírus do
Dengue pelo isolamento do agente, detecção de antígenos
virais e/ou ácido nucléico viral ou pelo emprego de métodos
sorológicos.
1) Isolamento do vírus: método mais específico. A coleta
da amostra deve ser o mais precoce possível, no máximo
até o 5º dia do início dos sintomas.
 No soro ou em amostras de necrópsia.
Detecção de Ag virais e/ou ácido nucléico viral não são
usados de rotina. A principal técnica é o PCR.
DENGUE
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
2) Sorologia: várias técnicas
 Inibição da hemaglutinação (HI) , Fixação do
Complemento (FC)
 Neutralização (N): amostras de soros pareadas
 Detecção de AC IgM específicos (MacElisa e
UMELISA) - amostra única, simples e rápido;
 A coleta da amostra deve ser realizada após o 5º dia
do início de sintomas. Resultado associado com quadro
clínico e epidemiológico.
DENGUE
Coleta, conservação e transporte das amostras de
soro para diagnóstico laboratorial:
1) Coletar 5 -8 ml de sangue em tubo estéril, sem
anticoagulante. Separar o soro, identificar o frasco
com nome completo do paciente, data da coleta, nº
da coleta (1ª ou 2ª) e se é para isolamento ou
sorologia;
DENGUE
Coleta, conservação e transporte das amostras de soro para
diagnóstico laboratorial:
2)Conservar o soro em freezer a –20ºc ou em geladeira a 4ºc e enviálo o mais rápido possível ao laboratório acompanhado da ficha
individual de investigação epidemiológica de dengue devidamente
preenchida;
3) A amostra devidamente identificada deverá ser encaminhada ao
Laboratório de Referência acondicionada em isopor com gelo ou
gelo reciclável (o gelo deve ser colocado em saco plástico para não
entrar em contato com o frasco que contém a amostra).
DENGUE
 Medidas de controle:
1) Notificação de casos suspeitos, investigação do local
provável da infecção e busca ativa de outros casos.
2) Monitoramento do vetor:
 Manejo ambiental: mudanças no meio ambiente que
impeçam ou minimizem a propagação do vetor,
evitando ou destruindo os criadouros potenciais do
Aedes;
DENGUE
 Medidas de controle:
 Pesquisa larvária (LI): percentual de imóveis com
focos positivos para o Aedes.
 Combate aos focos:
- tratamento focal: elimina larvas dentro dos
criadouros
- tratamento perifocal: elimina formas adultas nas
paredes dos criadouros em pontos estratégicos
(especialmente sujeitos à introdução do vetor)
- UBV: pulverização espacial : elimina alados;
complementar aos acima;
DENGUE
 Medidas de controle:
3) Melhoria do saneamento básico;
4) Educação em saúde: tanto para abordagem da
doença quanto do vetor e medidas de prevenção e
controle;
5) Participação comunitária: eliminação de potenciais
criadouros (saneamento domiciliar); necessidade de
parceria governo/sociedade;
6) Trabalho integrado entre FNS, SES, SMSA e com os
diversos órgãos institucionais e a sociedade;
DENGUE
Ações que devem ser realizadas diante de um
caso suspeito de dengue
1) Notificar o caso o mais rápido possível à
Epidemiologia e ao Serviço de Controle de Zoonoses
do Distrito, observando bem o critério de caso
suspeito;
2) Preencher ficha individual de investigação
epidemiológica de dengue em duas vias (uma para o
DS e outra para o Laboratório);
DENGUE
Ações que devem ser realizadas diante de um
caso suspeito de dengue
3) Se o paciente estiver antes do 5º dia do início dos
sintomas, deverá ser solicitada a 1ª amostra de soro
para realização do isolamento viral, se for uma
suspeita de FHD;
4) Agendar a coleta da 2ª amostra do soro após o 5º dia
do início dos sintomas para a realização de teste para
detecção de AC específico (IgM);
5) Se o paciente estiver no 6º dia ou mais após o início
dos primeiros sintomas, solicitar amostra única para
realização de teste para detecção de AC específico;
DENGUE
Ações que devem ser realizadas diante de um
caso suspeito de dengue
6) Se o paciente tiver exantema, ressaltar no alto da
ficha para Laboratório de Referência da FUNED e
solicitar diagnóstico diferencial com Sarampo e
Rubéola;
7) Investigar como paciente se existem mais casos na
residência, local de trabalho, creche, etc;
DENGUE
Ações que devem ser realizadas diante de um
caso suspeito de dengue
8) Em se tratando de adultos é imprescindível que se
anote em campo específico da ficha de investigação,
o endereço completo do local de trabalho e no caso
de crianças pequenas ou estudantes, o endereço da
creche ou escola; informá-los ao Serviço de Controle
de Zoonoses e Epidemiologia do DS (objetiva
conhecer o local provável da infecção);
9) Discutir a intensificação das medidas de controle com
Epidemiologia e Serviço de Controle de Zoonose do
DS.
RAIVA
 Aspectos Epidemiológicos :
 É uma antropozoonoze transmitida ao homem pela
inoculação do vírus rábico através da mordedura pelo
animal infectado. É um vírus com tropismo pelo
Sistema Nervoso Central.

Atualmente não se registram casos em Belo
Horizonte.
 O coeficiente de morbi-mortalidade vem diminuindo
gradativamente nos últimos 5 anos. A letalidade é de
100%.
RAIVA
 Agente Etiológico :
O vírus rábico pertence ao gênero Lyssavirus, da
família Rhabdoviridae.
 Reservatório :
No ciclo urbano os principais reservatórios são o cão
e o gato, e o morcego é o principal reservatório]
mantenedor da cadeia silvestre.
RAIVA
 Modo de Transmissão :
Se dá pela inoculação do vírus da raiva contido na
saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura e
mais raramente, pela arranhadura e lambedura de mucosas.
 Período de incubação :
É variável, desde dias até 1 ano, sendo em média de
45 dias no homem.
RAIVA
 Período de transmissibilidade :
Nos cães e gatos de 2 a 5 dias antes do início dos
sintomas até a morte, que ocorre de 5 a 7 dias após o início
dos sintomas.
 Suscetibilidade e Imunidade :
Todos os animais de sangue quente são suscetíveis.
Não há relato de imunidade natural no homem. A
imunidade é conferida por vacinação pré e pós exposição.
RAIVA
 Diagnóstico Laboratorial :
 Em vida :
• Imunofluorescência direta – exame muito limitado e sua
negatividade não exclui o diagnóstico.
•
IGM no soro ou secreção salivar e lacrimal.
 A necrópsia é de extrema importância para confirmação do
diagnóstico.
RAIVA
 Vigilância Epidemiológica :
A vigilância epidemiológica da raiva só pode ser eficaz
se considerarmos a profilaxia da raiva humana e as
atividades de controle da Raiva Animal em conjunto e
em estreita relação.
• Notificação : todo caso suspeito de raiva humana
deve ser imediatamente notificado por telefone aos
Distritos Sanitários.
RAIVA
 Definição de caso :
 Caso suspeito – todo doente que apresenta quadro
clínico sugestivo de encefalite rábica, com
antecedentes ou não de exposição à infecção pelo
vírus rábico.
 Caso Confirmado – caso
comprovado
laboratorialmente e todo indivíduo com quadro clínico
compatível com encefalite rábica associado a
antecedentes de agressão ou contato com animal
suspeito com evolução para óbito.
RAIVA
 Investigação Epidemiológica :
A partir do caso notificado:
1) Verificação do risco de exposição ao vírus rábico e
encaminhamento imediato para cuidados (com
ferimentos e/ou observação do animal agressor) e/ou
vacinação/soroterapia de acordo com o risco e
conforme o Esquema para Tratamento Profilático AntiRábico Humano. Estas ações são realizadas pelo
Serviços de Zoonozes, Epidemiologia e Atividades
Assistenciais.
RAIVA
 Investigação Epidemiológica:
2) Notificar o caso positivo ao serviço de controle de
zoonozes para controle de focos e outras ações pertinentes
– Ação realizada pelo Serviço de Zoonozes.
FEBRE AMARELA
AGENTE ETIOLÓGICO
• o agente causal da Febre Amarela é o vírus amarílico,
arbovírus pertencente ao gênero Flavivirus, família
Flaviviridae.
 VETORES
• Aedes albopictus – sem comprovação da transmissão da
doença
• Aedes aegypti – principal transmissor da FAU
• Haemagogus e Sabethes – mais importantes na América
Latina – FAS - Haemagogus janthinomys – Brasil
FEBRE AMARELA
 DISTRIBUIÇÃO:
Duas formas : Febre Amarela Urbana (FAU) e Febre
Amarela Silvestre (FAS).
A FAU desapareceu do Brasil em 1942 e das Américas em
1954. A FAS é própria da região de matas, ocorre em
temporadas de chuvas, mais nos homens, de 15-40 anos,
com exposição ocupacional principalmente.
 LETALIDADE:
É grande a proporção de casos assintomáticos, leves e
moderados que não são diagnosticados (subnotificação). É
alta a taxa de letalidade na forma grave.
FEBRE AMARELA
 RISCO DA REURBANIZAÇÃO DA FEBRE AMARELA
 Alta Infestação do vetor;
 Proximidade de focos enzoótico ou áreas epizoóticas;
 Baixa cobertura vacinal nas áreas endêmicas e nas
epizoóticas ( muitas pessoas suscetíveis);
 Facilidade dos meios de transporte (deslocamento de
pessoas suscetíveis oriundas de áreas indenes para
trabalhar em áreas endêmicas ou nas epizoóticas ou de
pessoas infectadas para áreas indenes com o vetor);
 Presença de circulação silvestre (em formas de surtos ou
não);
FEBRE AMARELA
 ÁREAS EPIDEMIOLÓGICAS DE FEBRE AMARELA
1) Áreas enzoóticas ou endêmicas: vírus circula entre
hospedeiros naturais (macaco, marsupiais), há a presença
de vetores silvestres, e o homem infecta-se ocasionalmente;
Estados do Centro-Oeste, Norte e parte pré-amazônica MA;
2) Áreas epizoóticas: início século havia grande circulação do
vírus entre hospedeiros naturais; nicho ecológico alterado e
últimos 30 anos a circulação viral foi evidenciada de forma
isolada em MG; área de transição; faixa na região noroeste
de MG, SP, PA, RS e oeste SC ; vírus circula por períodos,
causando epizootias e alguns casos humanos;
3) Área indene: não há circulação do vírus amarílico;
Nordeste, Sudeste e Sul, exceto a faixa acima.
FEBRE AMARELA
 INCUBAÇÃO:
3 - 6 dias após a picada do mosquito infectado.
 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE:
Sangue do doente é infectante para o mosquito 24-48 h
antes do início dos sintomas até 3-4 dias após o início da
doença.
O mosquito, após sugar o sangue poderá infectar pessoas
9-12 dias depois e permanecerá infectado por toda a sua
vida, em média de 6-8 semanas.
 IMUNIDADE: pela doença é permanente, a vacina ial por
10 ou mais anos e lactentes filhos de mães imunes podem
apresentar imunidade passiva até o 6º mês de vida.
FEBRE AMARELA
 AÇÕES A SEREM DESENCADEADAS
 Notificação rápida: doença sujeita à regulamentação
internacional (propósito da VE é manter erradicada a FAU e
sob controle a FAS); subnotificação é comum;
 Investigação epidemiológica:
 magnitude do problema;
 mortandade de animais;
 área de circulação do vírus;
 situação dos vetores;
 busca de outros casos;
 antecedente vacinal, cobertura vacinal
FEBRE AMARELA
 AÇÕES A SEREM DESENCADEADAS
 Solicitação de exames laboratoriais;
 Vacinação de bloqueio seletiva em residências (bairros) e
local de trabalho nos casos suspeitos de FAU e em
localidades com ocorrência de casos humanos ou
epizootias;
 Medidas de controle do vetor;
 Educação em saúde.
RUBÉOLA E SRC
 ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS:
Doença exantemática aguda, de etiologia viral e alta
contagiosidade cuja importância epidemiológica liga-se à
possibilidade de ocorrência de Síndrome de Rubéola
Congênita.
O desafio atual é alcançar altas coberturas vacinais, além da
introdução concomitante da vacinação anti-rubéola em
mulheres no período pós-puberal.
O objetivo é reduzir a incidência dos casos pós-natais,
visando o controle da SRC.
RUBÉOLA E SRC
 AGENTE ETIOLÓGICO: vírus da rubéola ( togavírus).
 MODO DE TRANSMISSÃO: principalmente por contacto
direto pessoa a pessoa, com secreções naso-faríngeas na
rubéola pós-natal. O infectado pode transmitir o vírus de 5
dias antes a 7 dias após surgir exantema.
 SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE: todas as pessoas não
imunizadas são susceptíveis. A infecção natural ou a
vacinação conferem imunidade ativa e duradoura.
 PERÍODO DE INCUBAÇÃO: em média dura 17 dias
(podendo variar de 12 a 23 dias).
RUBÉOLA E SRC
Na SRC:
 Modo de Transmissão: é transmitida da mãe para o feto
por via placentária. As crianças com SRC podem eliminar o
vírus nas secreções faríngeas e urina por período superior a
1 ano. A eliminação é maior nos primeiros meses de vida.
 Incidência: depende do número de suscetíveis, da
circulação do vírus na comunidade e do uso da vacina
específica.
• Em períodos epidêmicos: 4 a 30 casos / 1000 nascidos
vivos
• Em períodos endêmicos: 0,5 casos /1000 nascidos vivos.
RUBÉOLA E SRC
 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL :
 sarampo, escarlatina, dengue, exantema súbito, eritema
infeccioso e enteroviroses nos quadros de rubéola pósnatal.
COMPLICAÇÕES DA RUBÉOLA:
risco de ocorrência da SRC é de 40 a 60% se gestante
contrair doença nos 2 primeiros meses de gravidez. No
terceiro mês é de 30 a 35% e no quarto mês em torno de
10%.
RUBÉOLA E SRC
.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL :
 toxoplasmose, citomegalovírus, mononucleose infecciosa,
herpes e sífilis congênita devem ser considerados nos
casos de SRC.
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA SRC:
 resultado positivo se IgM+ em EIE ou, se na HI houver IgG+
em títulos elevados durante acompanhamento da criança
(que pode ser até o segundo ano de vida).
RUBÉOLA E SRC
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL (exceto gestante):
 Métodos sorológicos:
-Inibição da hemaglutinação (HI): colher 1 amostra no
período exantemático e outra 15 dias após.
-Ensaio imunoenzimático (EIE): permite o diagnóstico com
1 amostra, por captura de IgM.
• Amostra do 1º ao 28º dias: IgM(+)  confirma o caso
IgM(-)  descarta o caso
• Amostra após 28º dia: IgM(+) confirma o caso
IgM(-) descarta o caso
RUBÉOLA E SRC
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL (exceto gestante):
• Amostra após 28º dia: IgM(+) confirma o caso
IgM(-) a ausência de IgM não
descarta a possibilidade de infecção recente, devendo ser a
sorologia considerada inconclusiva.
RUBÉOLA E SRC
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL NA GESTANTE:
 sintomática: colher uma amostra no início dos sintomas e
outra 14 a 21 dias após.
 assintomática: colher uma amostra após história de
contacto e outra 21 a 28 dias após.
O resultado é positivo se IgM (+) em qualquer amostra ou se
aumentar em quatro vezes o título inicial de anticorpos
totais (HI).
RUBÉOLA E SRC
Vigilância Epidemiológica:
 Notificação: todos os casos suspeitos devem ser
notificados.
 Investigação epidemiológica: todo caso suspeito de
rubéola e SRC deve ser investigado e as medidas de
controle devem ser adotadas frente à ocorrência de casos.
O principal objetivo é detectar a circulação do vírus em
determinada área e local.
.
RUBÉOLA E SRC
Vigilância Epidemiológica:
 Definições de caso de Rubéola pós-natal:
- caso suspeito: toda pessoa com febre e exantema
máculo-papular, independente de sua situação vacinal e de
sua idade.
- caso descartado: resultado laboratorial positivo para outra
doença ou, resultado laboratorial positivo para rubéola
porém análise clínico/ epidemiológica sugere evento
adverso à vacinação mono ou trivalente. O descarte por
vínculo epidemiológico será feito se o caso fonte for
descartado.
RUBÉOLA E SRC
Vigilância Epidemiológica:
 Definição de caso de Rubéola pós-natal:
- caso confirmado: todo caso suspeito que atenda ao critério
de confirmação laboratorial, de vínculo epidemiológico (um
ou mais casos confirmados laboratorialmente até 23 dias
antes do atual caso) ou clínico (exantema máculo-papular
de início agudo, febre, um ou mais dos seguintes sintomas:
artralgia, artrite ou linfoadenopatia ou conjuntivite, com
sorologia ausente ou inconclusiva).
RUBÉOLA E SRC
Vigilância Epidemiológica:
 Definição de caso de SRC:
- caso suspeito: todo RN cuja mãe foi caso suspeito ou
confirmado de rubéola, em qualquer período da gestação ou
todo RN que apresentar retardo de crescimento intra-uterino
e demonstre sinais clínicos de infecção congênita,
independente da história materna.
RUBÉOLA E SRC
Vigilância Epidemiológica:
 Definição de caso de SRC:
-caso confirmado: presença de defeitos congênitos e
presença de, pelo menos, uma das seguintes condições:
isolamento do vírus da rubéola; presença de anticorpos IgM
específicos; título de anticorpos IgG, detectados através da
HI, mantidos persistentemente elevados e acima do
esperado pela transferência passiva de anticorpos
maternos.
RUBÉOLA E SRC
Vigilância Epidemiológica:
 Definição de caso de SRC:
- caso compatível : resultados laboratoriais são insuficientes
para confirmação do diagnóstico e o RN apresentar duas
das complicações do ítem 1 ou uma do ítem 1 + uma do
ítem 2:
• ítem1:catarata ou glaucoma congênito, cardiopatia
congênita, perda auditiva e retinopatia pigmentar;
• ítem 2: púrpura, esplenomegalia,icterícia, alteraçôes
radiológicas (radioluscência óssea), meningoencefalite,
microcefalia e retardo mental.
.
RUBÉOLA E SRC
Vigilância Epidemiológica:
 Definição de caso de SRC:
• caso possível de SRC: é aquele cujos dados clínicos são
insuficientes para preencher o critério de caso compatível e
cujos dados laboratoriais também não permitem a
confirmação.
• caso descartado de SRC: quando títulos de IgG são
ausentes na mãe, títulos de IgM e IgG ausentes em crianças
menores de 24 meses ou títulos de IgG diminuindo,
compatível com transferência de anticorpos maternos
(queda de pelo menos 2 diluições dos títulos de anticorpos
detectados por HI, a partir do nascimento).
RUBÉOLA E SRC
 MEDIDAS DE CONTROLE:
 Vacinação: é recomendável a vacinação de bloqueio,
excluindo-se as grávidas. Deve ser seletiva aos contactos
diretos susceptíveis. Nas gestantes expostas devem ser
realizados testes sorológicos o mais precocemente possível,
para posterior acompanhamento e avaliação.
 Em relação à fonte de infecção: afastar crianças e adultos
da escola ou trabalho no período de transmissibilidade. Na
SRC o risco de transmissão pode durar até um ano.
RUBÉOLA E SRC
 Vacinação:
- universal: visa interromper a circulação do vírus selvagem
através da vacinação de crianças pequenas;
- seletiva: a população alvo são mulheres de 10 a 14 anos
e as susceptíveis em idade fértil.
- bloqueio: embora questionável, é recomendada a
vacinação de bloqueio que deve ser seletiva aos contatos
do caso.
É importante orientar as mulheres que evitem gravidez
nos 3 meses após vacinação e não vacinar grávidas.
RUBÉOLA E SRC
Vigilância Epidemiológica:
 Definição de caso de SRC:
- Infecção Congênita Sub-clínica: RN com evidência
laboratorial de infecção pelo vírus da rubéola, no qual, após
avaliação minuciosa não se diagnostica nenhuma alteração
permanente ou progressiva.
SARAMPO
 ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Doença infecciosa exantemática, viral aguda,
extremamente contagiosa e cujo potencial de gravidade
pode ser atribuído à vasculite generalizada provocada pela
viremia e à probabilidade de complicações infecciosas,
particularmente em menores de 1 ano de idade e
desnutridos.
 AGENTE ETIOLÓGICO: vírus do sarampo (paramixovirus).
SARAMPO
 PERÍODO DE INCUBAÇÃO: em média 10 dias até o aparecimento da
febre ou 14 dias até o início do exantema.
 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: de cerca de 4 dias antes do
aparecimento do exantema até 4 dias após.
 SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE: a suscetibilidade é geral. A resposta
vacinal de lactentes, cujas mães tiveram sarampo ou foram vacinadas,
pode ser alterada até o final do primeiro ano de vida, pela presença de
anticorpos maternos.
SARAMPO
 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Deve ser feito com: rubéola, exantema súbito, dengue,
enteroviroses (coxsackioses, echoviroses) e
ricketioses.
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Todos os casos suspeitos de sarampo devem ser
submetidos a exame sorológico, através da coleta de
amostras sanguíneas, dentro do período estabelecido.
SARAMPO
 Tipos de exames:
• Na infecção primária, os anticorpos IgM e IgG anti-sarampo
podem ser detctados no sangue, nos primeiros dias após o
início do exantema. O IgM pode permanecer elevado por
quatro a seis semanas, após o aparecimento do exantema,
enquanto o IgG pode ser detectado por toda a vida, após a
infecção.
A detecção dos Ac acima pode ser feita através de exames
sorológicos com as seguintes técnicas: IMF, ELISA, HI ou
soroneutralização
SARAMPO
 Coleta, conservação e transporte do material
• Material: 5 a 7 ml de sangue venoso, sem anticoagulante, centrifugado
ou decantado, para a separação do soro
• Época da coleta:
-amostra precoce: do 1º ao 28º dia do início do exantema. A presença
de IgM indica infecção recente pelo vírus;
- amostra tardia: após o 28o dia do início do exantema. A presença de
IgM confirma o diagnóstico, mas sua ausência não o exclui.
- duas amostras: a 1a até o 6o dia do início do exantema e a 2a de 14
a 28 dias após a 1a.
SARAMPO
 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
 Notificação: todos os casos suspeitos devem ser
notificados imediatamente.
 Investigação: todos os casos suspeitos devem ser
investigados no prazo máximo de 48 horas, após notificação
SARAMPO
 Definição de caso:
• casos de Doenças Exantemáticas Febris: O profissional de saúde,
frente a um caso de FEBRE e EXANTEMA deve investiga-lo
clinicamente até que seja definido um diagnóstico diferencial com outras
doenças exantemáticas febris. Ele deve entrar no sistema de notificação
quando houver suspeita de sarampo.
• caso Suspeito: Caracteriza-se pela presença de exantema
generalizado, febre alta, acima de 38ºC, antecedendo ao exantema,
acompanhado de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse,
coriza e conjuntivite.
SARAMPO
• Caso Confirmado:
- Laboratorial: resultado laboratorial positivo para sarampo
- Vínculo-epidemiológico: vínculo com 1 ou mais casos confirmados
laboratorialmente, dentro do período de 21 dias precedendo o caso
atual.
- Clínico:
 Compatível: o caso apresenta clínica compatível com o quadro de
sarampo clássico e a investigação foi concluída apesar de não haver a
confirmação laboratorial;
 Falta de Acompanhamento (Perda): caso entra como suspeito porém
a investigação não foi realizada ou concluida.
 Morte após doença compatível.
SARAMPO
• Caso Descartado
Um caso só pode ser considerado descartado quando a ele não puder
ser aplicado nenhum dos critérios de caso confirmado ou compatível.
 MEDIDAS DE CONTROLE
A principal medida é feita através da vacinação dos suscetíveis:
vacinação de rotina na rede básica de saúde, bloqueio vacinal,
intensificação e/ou campanhas de vacinação.
No plano individual, o isolamento domiciliar ou hospitalar dos casos
consegue dimunuir a intensidade dos contágios.
SARAMPO
 Vacinação de Rotina: Objetiva vacinar todas as crianças
menores de 5 anos, para se alcançar uma cobertura acima
de 95%, interrompendo a cadeia de transmissão da doença.
 Vacinação de bloqueio: quando ocorre um ou mais casos
suspeitos de sarampo numa comunidade. Fundamenta-se
no fato de que a vacina consegue imunizar o contato
suscetível em prazo menor que o período de incubação da
doença, desde que seja administrada até, no máximo, 72
horas após o contágio.
SARAMPO
Contato: pessoas que tiveram qualquer tipo de contato com o
caso de 1 semana antes até 4 dias após o aparecimento do
exantema.
A vacinação de bloqueio é seletiva, sendo desencadeada
pela notificação de casos suspeitos de sarampo numa
comunidade.
CÓLERA
 ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Doença infecciosa intestinal aguda, causada pela
enterotoxina do Vibrio cholerae. A introdução da cólera no
Brasil aconteceu em 1991, pela selva amazônica no Alto
Solimões, alastrando-se progressivamente pela região Norte
atingindo posteriormente as regiões Nordeste e Sudeste.
 AGENTE ETIOLÓGICO
Vibrio cholerae, biotipos clássico ou El Tor e sorotipos
Inaba, Ogawa ou Ikojima.
CÓLERA
 MODO DE TRANSMISSÃO
Principalmente através da ingestão de água contaminada
por fezes e/ou vômitos de doente ou portador.
 PERÍODO DE INCUBAÇÃO
De poucas horas a 5 dias. Geralmente de 2 a 3 dias.
 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE
Enquanto há eliminação do vibrião nas fezes (até poucos
dias após a cura). O período aceito como padrão é de 20
dias.
CÓLERA
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
•
Isolamento do V. cholerae a partir da cultura da amostra de vômitos ou
fezes de doentes ou portadores assintomáticos. Usada quando a área é
considerada livre de circulação do vibrião.
 DEFINIÇÃO DE CASO
 Suspeito
 Em áreas sem evidência de circulação do V. cholerae
patogênico:
- Qualquer indivíduo, independente de faixa etária, proveniente de áreas
onde estejam ocorrendo casos de cólera, que apresente diarréia aquosa
aguda até o décimo dia de sua chegada.
CÓLERA
 DEFINIÇÃO DE CASO
 Suspeito
 Em áreas sem evidência de circulação do V. cholerae
patogênico:
- Os comunicantes domiciliares de caso suspeito, de
acordo com o item anterior, que apresentem diarréia.
- Qualquer indivíduo com diarréia, independente de
faixa etária, que coabite com pessoas que retornaram
de áreas endêmicas ou epidêmicas de cólera, há
menos de 30 dias.
CÓLERA
 DEFINIÇÃO DE CASO
 Suspeito
 Em áreas sem evidência de circulação do V. cholerae
patogênico:
- Todo indivíduo com mais de 10 anos de idade, que
apresente diarréia súbita, liquida e abundante. A
presença de desidratação rápida, acidose e colapso
circulatório reforça a suspeita.
CÓLERA
 DEFINIÇÃO DE CASO
• Em áreas com evidência de circulação do V. cholerae
patogênico ( onde o V. cholerae 01 já foi isolado em pelo
menos 5 amostras de casos autóctones ou meio
ambiente):
- Qualquer indivíduo que apresente diarréia aguda,
independente de faixa etária.
 Confirmado por laboratório:
 Qualquer indivíduo com diarréia, que apresente isolamento
de V. cholerae nas fezes ou vômitos.
CÓLERA
 DEFINIÇÃO DE CASO
 Confirmado pelo Critério Clínico-Epidemiológico
Em áreas sem evidência de circulação do V. cholerae:
- qualquer indivíduo, com 5 ou mais anos de idade,
proveniente de área com circulação de V. cholerae, que
apresente diarréia aquosa aguda até o décimo dia de sua
chegada. Esse caso será considerado caso importado para
a região onde foi atendido, desde que tenha sido afastado
laboratorialmente outra etiologia e seja autóctone para a
região da qual procedeu.
CÓLERA
 DEFINIÇÃO DE CASO
Em áreas com circulação do V. cholerae:
• qualquer indivíduo, com 5 ou mais anos de idade, que
apresente diarréia aguda, desde que não haja diagnóstico
clínico e/ou laboratorial de outra etiologia; e
• menores de 5 anos de idade que apresentem diarréia aguda
e história de contato com caso de cólera, num prazo de dez
dias, desde que não haja diagnóstico clínico e/ou
laboratorial de outra patologia.
CÓLERA
 DEFINIÇÃO DE CASO
 Importados: São os casos em que se pode identificar que
a infecção ocorreu em área diferente daquela onde foi
diagnosticado ou tratado, ou onde teve a sua evolução.
 Descartados: Serão considerados descartados todos os
casos que não se enquadrem nas definições de casos
confirmados.
 Portadores: Indivíduos que sem enfermidade clínica ou
com enfermidade sub-clínica eliminam o vibrião por
determinado período.
CÓLERA
 MEDIDAS DE CONTROLE:
• oferta de água de boa qualidade e em quantidade
suficientes;
• destino e tratamento adequado dos dejetos;
• destino adequado do lixo;
• educação em saúde.
CÓLERA
 MEDIDAS DE CONTROLE
• controle de portos, aeroportos e rodoviárias;
• higiene dos alimentos;
• disposição e manejo adequado de cadáveres.
MENINGITES EM GERAL

Infecções do sistema nervoso central (SNC), com
acometimento das meninges, causadas por
múltiplas
etiologias e caracterizadas por: febre, cefaléia intensa,
vômitos, sinais de irritação meníngea e alterações do
líquido céfalo-raquidiano (LCR). Seu prognóstico depende
do diagnóstico precoce e do início imediato do tratamento.
 Em saúde pública, duas etiologias são de especial
importância: meningococo e bacilo da tuberculose. As
meningites causadas pelo Haemophilus e pelo pneumococo
têm merecido atenção, por suas elevadas incidências, e
evolução sobre métodos de prevení-las.
MENINGITES EM GERAL
 ASPECTOS CLÍNICOS:
• Crianças maiores e adultos: início geralmente súbito, com
febre, cefaléia intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca,
acompanhada, em alguns casos, por exantema petequial.
Associam-se sinais de irritação meníngea (sinal de Kernig,
sinal de Brudzinski).
MENINGITES EM GERAL
 ASPECTOS CLÍNICOS:
• Crianças até oito ou nove meses: a meningite em
crianças dessa faixa etária raramente apresenta sinais de
irritação meníngea. Outros sinais e sintomas permitem a
suspeita diagnóstica, tais como: febre, irritabilidade ou
agitação, grito meníngeo e recusa alimentar acompanhada
ou não de vômitos, convulsões e abaulamento da
fontanela.Sinais e sintomas podem ser bastante
inespecíficos.
MENINGITES EM GERAL
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
• Comumente realizado através do estudo do LCR. Contra
indicação formal para a punção lombar é a piodermite local.
• Estudo do LCR: o líquor normal é límpido e incolor.
Aumento de elementos figurados (células) causa a turvação
no LCR. Os seguintes exames devem ser realizados no
líquor: quimiocitológico, citológico ou contagem de células,
bioquímico, imunobiológicos, microbiológicos.
• Coleta e transporte do líquor: ver texto – Diagnóstico
Laboratorial das Meningites (NEPI-março/99).
MENINGITES EM GERAL
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA:
Notificação: hospitais, laboratórios, declaração de óbito,
AIH.
Investigação: preenchimento da ficha individual,
acompanhar o caso definindo diagnóstico final.
MENINGITES EM GERAL
 DEFINIÇÃO DE CASO:
 suspeito: todo paciente com sinais e sintomas de meningite
(febre, cefaléia intensa, vômitos, rigidez da nuca,
sonolência, convulsões, principalmente se forem
acompanhados de manifestações cutâneas). Crianças
abaixo de um ano de idade, principalmente as menores de
oito meses, que apresentarem: vômitos, sonolência,
irritabilidade aumentada, convulsões e , especificamente,
abaulamento de fontanela, acompanhados ou não de
exantema petequial. Sinais e sintomas podem bastante
inespecíficos em menores de 8 meses.
MENINGITES EM GERAL
 DEFINIÇÃO DE CASO:
- confirmado: a confirmação laboratorial de etiologia
das meningites é fundamental para a vigilância
epidemiológica.
MENINGITES EM GERAL
 Critérios:
1. Meningites bacterianas (exceto pelo BK e outras micobacterioses)
• .diagnóstico clínico + exame bacteriológico positivo (cultura e
bacterioscopia)
+
imunológico/sorológico
positivos
(CIE/aglutinação pelas partículas do látex);
• .diagnóstico clínico + cultura positiva;
• .diagnóstico clínico + CIE e/ou látex positivo;
• .diagnóstico clínico + bacterioscopia positiva;
• .diagnóstico clínico + líquor
proteinorraquia e hipoglicorraquia.
com
neutrocitose,
hiper
MENINGITES EM GERAL
 Critérios:
2. Meningites serosas, assépticas ou a líquor claro (vírus,
rickettsias, leptospiras, brucelas, fungos e outros)
• .diagnóstico
clínico
+
líquor
(geralmente
linfomononucleares) + epidemiológico + outros exames
pertinentes
(pesquisa
ao
exame
direto/tomográfico/sorológico/imunológico/microscópico);
• .diagnóstico clínico + epidemiológico;
• .diagnóstico clínico + citoquímico.
MENINGITES EM GERAL
 MEDIDAS DE CONTROLE:
as medidas de controle específicas estão relacionadas
ao agente etiológico.
 para as meningites de modo geral, sem se considerar o
agente etiológico, deve-se chamar atenção para as medidas
globais de prevenção de doenças infecciosas, tais como
aquelas de higiene, alimentação e condições de habitação.
 informação correta da população é importante na diminuição
da letalidade.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
 AGENTE ETIOLÓGICO:
Uma bactéria cocóide, gramnegativa: neisseria meningitidis (meningococo). Possui
vários sorogrupos: a, b, c, d, y, w135, 29e e sorotipos.
 RESERVATÓRIO:
A pessoa doente ou portador.
 MODO DE TRANSMISSÃO: De pessoa a pessoa, através
das secreções nasofaríngeas (mais freqüente a partir de
portadores do que de casos clínicos). Transmissão indireta
é questionada. Para que a transmissão ocorra é
fundamental contato íntimo com o portador ou o doente.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
 SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE
Suscetibilidade à doença é geral. A proporção de portadores
em relação ao número de casos é elevada. A imunidade
conferida pela doença é específica para cada sorogrupo de
meningococo. Não há imunidade cruzada entre os
diferentes sorogrupos, o que torna fundamental a
identificação sorológica dos meningococos isolados.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
 ASPECTOS CLÍNICOS
 quadro descrito para meningites em geral.
 a doença meningocócica manifesta-se
meningite meningocócica e meningococcemia.
como
 a meningococcemia pode não se propagar às
meninges, suspeitando-se dessa forma nos casos de
manifestações
febris
não
diagnosticadas,
especialmente quando acompanhada petéquias e
elevada leucocitose.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
 Líquido céfalo-raquidiano
 Sangue
 Pele
DOENÇA MENINGOCÓCICA
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
 Para que os objetivos da Vigilância Epidemiológica
sejam atingidos, é necessária a investigação
epidemiológica de todo caso notificado, onde se
destacam atividades básicas: confirmação do
diagnóstico laboratorial, tratamento hospitalar
imediato, controle dos comunicantes.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA:
 Casos
 Surtos/Epidemias: não existe uma definição precisa
quanto à magnitude das cifras ou índices que indicam
um surto/epidemia. Desse modo, é preciso um
acompanhamento do comportamento e da tendência
da doença. É indispensável contar com o apoio do
laboratório para confirmação do diagnóstico etiológico
para determinar o sorogrupo causador do surto.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
 DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO:
Todo paciente com sinais e sintomas de meningite
(febre, cefaléia intensa, vômitos, rigidez de nuca,
sonolência, convulsões, principalmente se forem
acompanhados de manifestações cutâneas). Crianças
abaixo de um ano de idade, principalmente as
menores de oito meses, que apresentarem: vômitos,
sonolência, irritabilidade aumentada, , convulsões e,
especificamente,
abaulamento
de
fontanela,
acompanhados ou não de exantema petequial. Sinais
e sintomas nessa idade podem ser muito
inespecíficos.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
DEFINIÇÃO DE CASO CONFIRMADO:
A confirmação laboratorial de etiologia é fundamental.
No entanto, mesmo em condições ideais, não é
possível esperar que, em todos os casos, se consiga
a identificação do agente causal . Portanto, a
confirmação pode ter diferentes graus de refinamento,
dependendo das condições existentes.
DOENÇAMENINGOCÓCICA
MENINGOCÓCICA
DOENÇA
DOENÇA MENINGOCÓCICA :
 Vigilância dos contatos por um período mínimo de
10 dias.
 Quimioprofilaxia
indicada
para
contatos
domiciliares e outros contatos íntimos e
prolongados (internatos, quartéis, creches :
pessoas que compartilham o dormitório com o
doente). Pacientes antes da alta: mesmo
esquema preconizado para os contatos.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
DOENÇA MENINGOCÓCICA:
 Quimioprofilaxia
•
Não está indicada para: médicos ou enfermeiros que
tenham atendido pacientes (exceto se tiver havido
exposição às secreções respiratórias) , colegas de
trabalho e de sala de aula, e outros.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
QUIMIOPROFILAXIA
 Droga de escolha:
gestantes.
Rifampicina,
inclusive
para
 Dosagem:
Adultos: 2.400 mg de dose total, divididos em 4 tomadas de
600 mg de 12 em 12 horas.
Crianças: de 1 mês até 12 anos de idade: 10 mg/kg/dose de
12 em 12 horas, em 4 tomadas, dose máxima de 600 mg
por dose. Abaixo de um mês de idade: 5 mg/kg/dose de 12
em 12 horas, em 4 tomadas.
Deve-se evitar o uso do medicamento logo após as refeições.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
VACINAS:
• As vacinas contra N. meningitidis são sorogrupo específicas. As vacinas
disponíveis são contra o sorogrupo A, C (isoladas ou combinadas), e, a
tetravalente, contra os meningococos dos sorogrupos A, B, W135, Y. A
vacina Vamengoc B,C foi utilizada em Cuba com sucesso. No Brasil, sua
eficácia está bem demonstrada em faixa etária acima de 4 anos de
idade.
• O poder imunogênico e a duração da imunidade é variável, dependendo
de vários fatores, como a idade da pessoa e o número de doses
aplicadas.
• Não há indicação de uso de vacinas para controle de casos.
DOENÇA MENINGOCÓCICA
ISOLAMENTO: Até 24 horas depois de iniciada a terapêutica
específica adequada.
DESINFECÇÃO CONCORRENTE E TERMINAL: Feita em
relação às secreções nasofaríngeas e aos objetos
contaminados pelas mesmas. Faz-se limpeza terminal sem
utilização de formol ou desinfetantes.
MENINGITE POR HEMÓFILOS
ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Haemophilus influenzae
pode ser classificado em 6
sorotipos (A, B, C,D,E,F), a partir da diferença antigênica da
cápsula polissacarídica.
Agente etiológico: Haemophilus influenzae sorotipo B;
raramente outros sorotipos. É um bacilo gramnegativo, pleomórfico, imóvel, capsulado. Também
causa epiglotites, pneumonia, artrite séptica, celulites,
pericardites e osteomielites.
MENINGITE POR HEMÓFILOS
ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS:
o ser humano.
Reservatório:
• Modo de transmissão: gotículas e secreções nasofaríngeas.
O local de entrada mais frequente é a nasofaringe.
• Suscetibilidade: universal. Cerca de 90% dos casos ocorrem
em crianças entre 3 meses e 4 anos de idade.
MENINGITE POR HEMÓFILOS
ASPECTOS CLÍNICOS
Não difere clinicamente das meningites por outras
etiologias.
A idade do paciente e a possibilidade de certas
manifestações clínicas associadas, como celulite
(especialmente localizada na face) e epiglotite,
podem sugerir o diagnóstico por Haemophilus
influenzae tipo B
MENINGITE POR HEMÓFILOS
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
 Aspecto do líquor
 Citoquímica
 Bacterioscopia
 Cultura: método que define o diagnóstico etiológico.
 Contraimunoeletroforese (CIE)
MENINGITE POR HEMÓFILOS
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Definição de caso suspeito: a mesma da doença
meningocócica
Definição de caso confirmado:
clínico
+
bacteriológico
positivo
(cultura
bacterioscopia) + cie + aglutinação pelo látex
e
clínico + cultura
clínico + cie e/ou látex
clínico + caso confirmado, no mesmo domicílio ou
creches.
MENINGITE POR HEMÓFILOS
MEDIDAS DE CONTROLE
 Quimioprofilaxia: deve ser instituida o mais
precocemente possível, podendo ser iniciada até 30
dias após a ocorrência do caso índice. indicada para:
- Todos os contatos domiciliares (incluindo adultos),
desde que existam crianças menores de 4 anos de
idade, além do caso índice;
MENINGITE POR HEMÓFILOS
Quimioprofilaxia
- Para creches ou escolas onde existam crianças
expostas com idade inferior a 24 meses (2 anos) e
diante da ocorrência de um segundo caso confirmado.
indica-se para os contatos íntimos, incluindo os
adultos. Admite-se a realização da quimioprofilaxia
diante da ocorrência de um único caso confirmado,
pela observação de que os pais tendem a suspender
a ida dos filhos às creches por receio de
contaminação, dificultando assim a ação da vigilância
epidemiológica, inclusive para detecção da ocorrência
de novos casos.
MENINGITE POR HEMÓFILOS
Quimioprofilaxia:
• Por ocasião da alta hospitalar, para aqueles pacientes que
possuam entre seus contatos domiciliares, crianças
menores de 48 meses (4 anos) de idade.
Droga de escolha: Rifampicina
Dosagem:
adultos: 600 mg/dose uma vez ao dia, durante 4 dias;
crianças: 20 mg/kg/dia (dose máxima de 600 mg), uma vez
ao dia), durante 4 dias. Menores de 1 mês: 10 mg/kg/dia.
MENINGITE POR HEMÓFILOS
Vacinação:
Apresenta altos níveis de eficácia quando aplicada nas
doses apregoadas, conferindo imunidade duradoura.
Atualmente, não está incluída na rotina de vacinação.
MENINGITE TUBERCULOSA
ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS:
Agente etiológico: Mycobacterium tuberculosis- Bacilo
não formador de esporos, sem flagelos, não produz
toxinas. Espécie aeróbica estrita.
Reservatório: o ser humano, com a forma pulmonar
bacilífera, tem a maior importância epidemiológica.
Modo de transmissão: principalmente por via aérea.
Casos de tuberculose pulmonar com escarro positivo
são a principal fonte de infecção, podendo provocar
infecção maciça dos contatos: maior probabilidade de
meningite.
MENINGITE TUBERCULOSA
Período de transmissibilidade: a meningite tuberculosa
não é transmissível. Quando associada à tuberculose
pulmonar bacilífera, a transmissibilidade se mantém
enquanto houver doença pulmonar ativa, na ausência
de tratamento específico.
Suscetibilidade e imunidade: é geral, sendo maior nos
menores de 5 anos. A vacina BCG confere proteção
em torno de 80%, evitando disseminação
hematogênica do bacilo e o desenvolvimento de
formas meníngeas.
MENINGITE TUBERCULOSA
ASPECTOS CLÍNICOS
A meningite tuberculosa, decorrente da disseminação
hematogênica do bacilo, é uma das complicações
mais graves da tuberculose.
 Quadro clínico é, geralmente, de início insidioso,
embora alguns casos possam ter um começo abrupto
marcado pelo surgimento de convulsões. Na maioria
dos casos, há alteração pulmonar observada ao
exame radiológico.
MENINGITE TUBERCULOSA
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
É essencial a realização de punção lombar.
 Aspecto do líquor
 Citometria e bioquímica
 Pesquisa de baar no líquor
 Cultura
MENINGITE TUBERCULOSA
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
É responsabilidade de todo serviço de saúde o
preenchimento das fichas de investigação individual
de meningite e de tuberculose.
 Definição de caso suspeito: todo paciente com sinais
e sintomas de meningite e história de contato com
tuberculose pulmonar bacilífera no domicílio.
MENINGITE TUBERCULOSA
 Definição de caso confirmado: paciente que apresente
os seguinte critérios:
a)Quadro clínico compatível – início insidioso, período inicial
de uma ou duas semanas com febre, vômitos, cefaléia e
apatia;
b)Quadro liquórico – aumento de células às custas de
linfócitos, aumento de proteínas e diminuição de glicose;
c)Evidências
radiológicas
de
tuberculose
pulmonar,
tuberculose
miliar
ou
tuberculose
confirmada
bacteriologicamente, em outra localização que não
meningoencefálica;
MENINGITE TUBERCULOSA
- Definição de caso confirmado: paciente que apresente os
seguinte critérios:
d) Teste reator em crianças menores de 5 anos, sem cicatriz
da vacina BCG.
e) Contato intradomiciliar anterior ou concomitante com um
caso de tuberculose pulmonar bacilífera.
O preenchimento dos critérios a) e b) justifica a instituição do
tratamento, sendo necessário o preenchimento de um dos
demais para ser considerado caso confirmado.
MENINGITE TUBERCULOSA
MEDIDAS DE CONTROLE
• As mesmas preconizadas para tuberculose.
• Destacam-se: descoberta precoce e tratamento de casos
bacilíferos e manutenção de altas coberturas vacinais com
BCG.
DIFTERIA
 ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS:
• Doença aguda, transmissível, toxi-infecciosa, causada por
bacilo toxigênico que se aloja nas amígdalas, faringe,
laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e pele.
 AGENTE ETIOLÓGICO
• Bacilo gram positivo, produtor da toxina diftérica –
Corynebacterium diphtheriae.
DIFTERIA
 MODO DE TRANSMISSÃO
• Contágio direto com doentes ou portadores através das
secreções da rinofaringe. A transmissão indireta é pouco
frequente.
• O portador é extremamente importante na disseminação da
difteria e pode eliminar o bacilo por 6 meses ou mais.
• A proteção conferida pelo soro anti-diftérico (SAD) é
temporária e de curta duração (+ 2 semanas). A doença não
confere imunidade permanente, devendo o doente continuar
seu esquema de vacina após alta.
DIFTERIA
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
• A bacterioscopia não tem valor no diagnóstico da difteria
(baixa especificidade). Isolamento e identificação do bacilo
associados ao quadro clínico e epidemiológico confirmam o
diagnóstico.
 Coleta, conservação e transporte de material: retirar
material das lesões existentes (ulcerações, criptas das
amígdalas), exsudatos de oro e nasofaringe – localizações
mais comuns – ou de outras lesões cutâneas, conjuntivas,
etc., por meio de swab estéril, antes da administração de
qualquer terapêutica antimicrobiana.
O material para coleta é fornecido pela FUNED e, após a sua
realização, ele deve ser devidamente identificado e enviado
à mesma, onde o exame será processado.
DIFTERIA
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
• O material para coleta é fornecido pela FUNED e, após a
sua realização, ele deve ser devidamente identificado e
enviado à mesma, onde o exame será processado.
DIFTERIA
 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA:
• Propósito: Manter taxa de incidência < que 0,1
caso/100000 habitante.
• Notificação: Todo caso suspeito deve ser notificado ao
Distrito Sanitário rapidamente, por telefone.
• Investigação epidemiológica: A investigação dos casos e
comunicantes deverá ter início imediatamente após a
notificação do caso suspeito. Visa, além da aplicação de
medidas de controle, a descoberta de casos entre os
comunicantes ( pessoas que tiveram contato íntimo com o
caso suspeito, moradores do mesmo domicílio ou não), que
devem ser mantidos sob vigilância por 7 dias.
DIFTERIA
 DEFINIÇÃO DE CASO:
 Suspeito: toda pessoa que, independente do estado
vacinal, apresentar quadro agudo de infecção da orofaringe,
com presença de placa branco-acinzentada ocupando as
amígdalas e podendo invadir outras áreas da faringe ou
outras localizações (ocular, nasal, vaginal, pele, etc), com
comprometimento do estado geral e febre moderada.
DIFTERIA
 Confirmado:
a) laboratorial – todo caso com manifestações clínicas +
isolamento do bacilo diftérico + prova de toxigenicidade (+)
ou quadro clínico compatível + cultura (+) mesmo na
ausência de prova de toxigenicidade (+);
b) clínico-epidemiológico – exames laboratoriais (-) ou não
realizados, mas o caso apresenta suspeita clínica e é
comunicante de caso confirmado laboratorial ou
clinicamente ou exames laboratoriais negativos ou não
realizados, mas o caso apresentar suspeita clínica e se
isolar o Corynebacterium diphtheriae de um comunicante
íntimo, mesmo que assintomático;
DIFTERIA
 Confirmado:
c) clínico – aceita-se confirmação clínica se houver: placas
em pilares e úvula além das amígdalas; placas suspeitas na
traquéia ou laringe; placas em amígdalas, toxemia
importante, febre baixa desde o início do quadro e evolução,
em geral arrastada; miocardite ou paralisia dos nervos
periféricos; óbito do paciente que apresenta grande
comprometimento do estado geral, tratamento para
amigdalite em curso e no qual se constata miocardite.
DIFTERIA
 INVESTIGAÇÃO
• Notificação de casos suspeitos  preenchimento da ficha
de investigação epidemiológica  identificação dos
comunicantes  investigação da situação vacinal dos
comunicantes  pesquisa de casos secundários (exame
clínico e vigilância dos comunicantes)  pesquisa do estado
de portador em todos os comunicantes.
DIFTERIA
MEDIDAS DE CONTROLE:
• São considerados comunicantes:
- Residentes no mesmo domicílio;
- Contatos íntimos, como namorados, por exemplo;
- Em creches, quartéis e acampamentos, apenas aqueles do
mesmo alojamento.
• Conduta com os comunicantes:
- Exame clínico e vigilância durante uma semana; os
sintomáticos serão considerados doentes;
- Colher swab de orofaringe de todos e de ferimentos de
pele, caso existam;
DIFTERIA
 Conduta com os comunicantes:
- Vacinas:
• Sem passado de vacinação ou com passado ignorado iniciar vacinação (> 7anos = dT);
•
1 ou 2 doses apenas: completar esquema;
•
3 doses: fazer reforço se a última dose foi há mais de 6
meses;
•
4 ou 5 doses: fazer reforço se a última dose foi há mais
de 5 anos.
- Quimioprofilaxia: imediata para os com menos de 3 doses
de vacina. Para os demais, apenas se Loffler positivo. Usase penicilina benzatina ou eritromicina.
DIFTERIA
• Conduta com os comunicantes:
- Companheiros de sala de aula e/ou transporte escolar:
conferir cartão de vacinas e visitar faltosos;
- Companheiros de trabalho: não são considerados
comunicantes.
• Imunização do caso após alta:
como a difteria nem sempre confere imunidade e a
reincidência não é incomum, os doentes serão considerados
suscetíveis e, portanto, devem ser vacinados logo após a
alta.
AIDS (SIDA)
 ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
No Brasil, a partir de 1982, o crescimento do número de
casos vem ocorrendo em todas as macrorregiões, sendo a
maioria no grupo etário de 20 a 39 anos e sexo masculino.
Dos casos registrados, aproximadamente 50% foram a
óbito. Tem havido um aumento significativo dos casos
associados à transmissão heterossexual com aumento da
incidência em crianças. Tem-se observado ainda uma
pauperização da epidemia.
 AGENTE ETIOLÓGICO
Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), um retrovírus que
ataca o sistema imunológico do organismo.
AIDS (SIDA)
 FORMAS DE TRANSMISSÃO
Via sexual, através do sangue contaminado (via parenteral) e
da mãe para o filho, no curso da gravidez, durante ou logo
após o parto.
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Testes que detectem anticorpos (os mais utilizados),
antígenos ou que isolem o vírus.
O aparecimento de Ac detectáveis por testes sorológicos
ocorre cerca de 12 semanas após infecção.
Na prática diária são utilizados 3 tipos de testes sorológicos
para detecção de Ac anti-HIV: o teste imunoenzimático
(ELISA), a Imunofluorescência Indireta (IFI) e o Western Blot
(WB).
AIDS (SIDA)
 Objetivo dos testes:
- como diagnóstico da infecção pelo HIV em indivíduos;
- para fins de vigilância epidemiológica;
- para garantir a segurança das transfusões sanguíneas ou
de hemoderivados, nas doações de esperma, orgãos ou
tecidos.
- como pesquisa epidemiológica, clínica ou virológica.
 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
 Notificação: Somente os casos confirmados deverão ser
notificados ao Ministério da Saúde.
AIDS (SIDA)
Critérios de definição de caso de aids - 13 anos ou mais
1. CDC modificado
Evidência laboratorial da infecção pelo HIV
+
Diag. de doenças indicativas de aids ou evidência lab. de imunod.
2. Rio de Janeiro/Caracas
Evidência laboratorial da infecção pelo HIV
+
Somatório de pelo menos 10 ptos - sinais, sintomas ou doenças.
AIDS (SIDA)
3. Critério excepcional CDC
Ausência de evidência laboratorial da infecção pelo HIV
+
Diag. definitivo de determinadas doenças indicativas de imunod.
4. Critério excepcional óbito
Menção de aids em algum campo da declaração de óbito
+
Investigação epidemiológica inconclusiva
AIDS (SIDA)
4. Critério excepcional ARC + óbito
Paciente em acompanhamento, apresentando ARC
+
Óbito de causa não externa
Evidência laboratorial para fins de VE
- 2 testes de triagem reagentes (Ag ou princípios metodológicos diferentes)
+ 1 teste confirmatório reagente ou 1 teste confirmatório reagente em
pessoa com 13 anos ou mais, que preencham algum dos critérios de
definição de caso de aids.
- 2 testes de triagem reagentes ( Ag ou princípios metodológicos
diferentes) ou 1 teste confirmatório reagente.
AIDS (SIDA)
 INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA
O seu objetivo é a geração e análise de dados que permitirão
o acompanhamento das tendências da epidemia, o
planejamento de ações de prevenção e controle da doença.
Não devem ser investigados contatos sexuais sem
prévia aquiescência do paciente. Situações especiais nas seguintes categorias de transmissão:
- perinatal; sanguinea, por transfusão de sangue,
componentes, hemoderivados; e contaminação por
transplante de orgãos ou inseminação artificial.
AIDS (SIDA)
 MEDIDAS DE CONTROLE
1. Prevenção da transmissão sexual: informação e educação visando a
prática de sexo seguro, com redução do número de parceiros e do uso
de preservativos.
2. Prevenção da transmissão sanguínea:
- transfusão de sangue: todo o sangue deve ser obrigatoriamente testado
para detecção de anticorpos anti-HIV e exclusão de doadores em
situação de risco;
- hemoderivados: os produtos devem passar por processo de tratamento
que inative o vírus;
- injeções e instrumentos pérfuro-cortantes:
- doação de sêmen e orgãos: triagem dos doadores;
- transmissão perinatal: prevenção da infecção na mulher.
SÍFILIS CONGÊNITA
Aspectos Epidemiológicos:
• Agente etiológico: Treponema pallidum
• Modo de transmissão: na grávida doente (no período
primário ou secundário) os treponemas determinam lesão
placentária e processo infeccioso no feto. A intensidade da
infecção fetal depende de 2 fatores: do estado da doença na
gestante (quanto mais recente a infecção materna maior
será a carga de treponemas circulantes) e da idade
gestacional ( a probabilidade de infecção aumenta com a
proximidade do termo da gestação).
SÍFILIS CONGÊNITA
Aspectos Epidemiológicos:
• Prevalência: em estudos realizados entre 1987 e 1992 a
soropositividade ao VDRL em gestantes no Brasil variou
entre 2,3 e 11,5%.
• Mortalidade: variou entre 70 a 100/ milhão de nascidos
vivos, entre 1979 e 1990, estimando-se em 40% a taxa de
mortalidade fetal e perinatal.
• A sífilis congênita é doença de notificação compulsória mas,
devido à subnotificação, não se conhece sua exata
magnitude.
SÍFILIS CONGÊNITA
Aspectos Clínicos:
• Classifica-se em 2 formas clínicas, dependendo da forma de
apresentação e do estágio presumido de evolução:
Sífilis Congênita Precoce: todo caso diagnosticado em
crianças menores de 2 anos. A triagem sorológica das
gestantes se impõe, tendo em vista que grande número de
casos é oligo ou assintomático. Os achados mais frequentes
são: hepatomegalia, anormalidades ósseas, baixo peso,
lesões cutâneas, pneumonia, hiperbilirrubinemia,
esplenomegalia, anemia.
SÍFILIS CONGÊNITA
Aspectos Clínicos:
Sífilis Congênita Tardia: todo caso em crianças com 2
anos ou mais, sendo descartada a possibilidade de sífilis
adquirida.
• As manifestações clínicas mais frequentes são, em ordem
decrescente: fronte olímpica, mandíbula curva, arco palatino
elevado, tríade de Hutchinson (dentes de Hutchinson,
ceratite intersticial, lesão do VIII nervo), nariz em sela,
molares em amora, tíbia em sabre.
SÍFILIS CONGÊNITA
Diagnóstico Laboratorial:
• Pesquisa direta em campo escuro: um único teste tem
sensibilidade inferior a 50%. Resultado negativo não exclui
o diagnóstico.
• Sorologia Não Treponêmica (VDRL): detecta presença de
anticorpos, tem especificidade de 98% e sensibilidade de
80% (nas fases primária e latente) e 100% (na secundária).
Resultados podem ser qualitativos ou quantitativos. Títulos
acima de 1/2 devem ser considerados para o diagnóstico.
Amostras colhidas em sangue de cordão podem resultar
em sororreações falso-negativas.
SÍFILIS CONGÊNITA
Diagnóstico Laboratorial:
• Sorologia Treponêmica (FTA-Abs): mais específico, pois
utiliza o T. pallidum como antígeno. Pode ser utilizado como
teste confirmatório, para exclusão de falsos positivos à
sorologia não treponêmica.
• Permanece reagente por toda vida, mesmo após a cura da
infecção. Ao contrário, o VDRL apresenta queda progressiva
nas titulações até se tornar não reagente e, por isso, pode
ser utilizado nos seguimentos pós-terapêuticos.
SÍFILIS CONGÊNITA
Diagnóstico Laboratorial:
Outros exames utilizados como complementares são:
• Radiografia de ossos longos: observam-se alterações
características nas metáfises e/ou epífises ósseas.
• Líquor: deve ser feita punção lombar em todos os casos,
pois a terapêutica dependerá da confirmação ou não de
neurossífilis. São observadas alterações na contagem
linfocitária, na dosagem de proteínas e os testes
sorológicos podem ser reagentes.
SÍFILIS CONGÊNITA
TODA GESTANTE DEVERÁ TER UM VDRL REALIZADO À
ADMISSÃO HOSPITALAR OU IMEDIATAMENTE APÓS O
PARTO.
TODO RN CUJA MÃE TENHA SOROLOGIA POSITIVA
PARA SÍFILIS, DEVERÁ TER REALIZADO VDRL DE
SANGUE PERIFÉRICO.
SÍFILIS CONGÊNITA
Tratamento adequado da gestante:
• Sífilis adquirida recente: Penicilina G Benzatina 2.400.000
UI/ IM para os casos de sífilis primária (cancro duro). Nas
outras formas de sífilis recente, deve-se repetir a mesma
dose 1 semana após a primeira (total de 4.800.000 UI).
• Sífilis adquirida tardia: acrescentar mais uma dose na
terceira semana, totalizando 7.200.000 UI.
 Tratamento inadequado: aplicação de qualquer terapia não
penicilínica ou penicilínica incompleta ou instituição do
tratamento dentro dos 30 dias anteriores ao parto.
SÍFILIS CONGÊNITA
Tratamento do recém-nascido (mãe inadequadamente/
não tratada): :
• Independentemente do resultado do VDRL do RN: realizar
radiografia de ossos longos, punção lombar. Outros
exames, se necessário.
 Se alterações clínicas e/ou sorológicas e/ou
radiológicas: Penicilina Cristalina 100.000 U/Kg/dia IV, 2
vezes ao dia, por 7 a 10 dias ou Penicilina G Procaína,
50.000 U/Kg/dia, IM, por 10 dias.
SÍFILIS CONGÊNITA
Tratamento do recém-nascido (mãe inadequadamente/
não tratada):
 Se houver alteração liquórica: Penicilina G Cristalina,
150.000 U/Kg/dia, IV, 2 vezes ao dia, por 14dias.
 Se não houver alterações clínicas,radiológicas,
liquóricas e a sorologia do RN for negativa: Penicilina
Benzatina, 50.000U/kg, IM, em dose única.
• Acompanhamento ambulatorial, com VDRL com 1 e 3
meses é desejável.
SÍFILIS CONGÊNITA
Tratamento do recém-nascido (mãe adequadamente
tratada):
• Realizar VDRL do RN (em sangue periférico): se
reagente ou houver alterações clínicas, realizar punção
lombar e radiografias de ossos longos.
 Se alterações clínicas e/ou radiológicas ou VDRL do RN
4 vezes superior ao da mãe: Penicilina Cristalina 100.000
U/Kg/dia IV, 2 vezes ao dia, por 7 a 10 dias ou Penicilina G
Procaína, 50.000 U/Kg/dia, IM, por 10 dias.
SÍFILIS CONGÊNITA
Tratamento do recém-nascido (mãe adequadamente
tratada):
 Se houver alteração liquórica: Penicilina G Cristalina,
150.000 U/Kg/dia, IV, 2 vezes ao dia, por 14dias.
 Se não houver alterações clínicas, radiológicas,
liquóricas e a sorologia for negativa: na impossibilidade
de acompanhamento do RN, tratar com Penicilina
Benzatina, IM, 50.000 U/Kg.
• SE TRATAMENTO FOR INTERROMPIDO POR MAIS DE 1
DIA, DEVERÁ SER REINICIADO, EM TODOS OS CASOS.
SÍFILIS CONGÊNITA
Definição de caso: nova definição de casos visa diminuir a
subnotificação. São considerados casos de sífilis congênita:
• Toda criança cuja mãe teve sífilis não tratadaou
inadequadamente tratada, independentemente da preença
de alterações clínicas ou laboratoriais;
• Toda criança com teste reagínico positivo e evidência clínica
e/ou radiológica e/ou liquórica e/ou teste reagínico com
título maior ou igual a 4 vezes o título materno ou elevação
progressiva de títulos reagínicos e/ou positividade para
anticorpos contra T. pallidum.
SÍFILIS CONGÊNITA
Definição de caso:
• Toda criança com evidência laboratorial do T. pallidum em
material biológico e examinado através de técnica de campo
escuro, imunofluorescência ou outra coloração específica;
• Toda criança com teste reagínico positivo após o 6º mês de
idade, exceto em situação de seguimento pós-terapêutico e
de sífilis adquirida;
• Todo caso de morte fetal ocorrida após 20 semanas de
gestação ou com peso fetal maior que 500 gramas com mãe
portadora de sífilis não tratada ou inadequadamente tratada.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
Aspectos Epidemiológicos:
Doença erradicada desde 1994, após ações de Vacinação e
Vigilância Epidemiológica instituídas em 1980.
O desafio atual é manter altas coberturas vacinais e vigilância
epidemiológica capazes de impedir a reintrodução do
poliovírus selvagem no Brasil.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
 Agente etiológico: - poliovírus dos sorotipos I, II, III.
 Reservatório: -o homem.
 Modo de transmissão: -contacto direto pessoa a pessoa,
através das vias fecal-oral e oral-oral.
 Suscetibilidade e Imunidade: pessoas não imunizadas
são suscetíveis. A infecção natural ou a vacinação conferem
imunidade duradoura tipo- específica.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
Aspectos clínicos:
• quadro clínico varia desde infecção inaparente (em 90% dos
casos) até quadros de paralisia severa e letal.
As formas paralíticas possuem como características:
• instalação súbita
 assimetria
• flacidez muscular
sensibilidade preservada
• persistência de seqüela (paralisia residual) após 60 dias de
início da doença

PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
Complicação da forma paralítica: insuficiência respiratória.
Diagnóstico diferencial da forma paralítica:
• polirradiculoneurite (Síndrome de Guillain-Barré)
outras enteroviroses, mielite transversa, meningites virais e
meningoencefalite .
Tratamento: não há tratamento específico. Pacientes
devem ser hospitalizados, para acompanhamento.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
Diagnóstico laboratorial:
Exame específico: -isolamento do vírus nas amostras de
fezes do caso e de seus contatos.
Exames inespecíficos:
• líquor: discreto aumento de celularidade.
• eletromiografia: pode ser útil para descartar PFA.
• anátomo-patológico: as alterações observadas nas células
motoras do corno anterior podem ser sugestivas.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
Coleta, conservação e transporte das fezes:
• colocar quantidade de fezes (equivalente a dois polegares
de adulto) em recipiente limpo, seco e bem vedado.
• conservar o recipiente em freezer (-20º C) ou geladeira (de
4 a 8º C) até o momento do envio, em 3 dias, no máximo.
• transportar em caixa térmica , evitando que se molhe.
• Preencher o ‘ Formulário para Envio de Amostras de
Fezes ao Laboratório” .
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
Vigilância Epidemiológica:
Critérios para inclusão de caso para investigação:
• todo caso de paralisia motora flácida, de início súbito
em menores de 15 anos, independente da hipótese
diagnóstica e
• em pessoas de qualquer idade, com hipótese diagnóstica de
poliomielite.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
Coleta de amostras de fezes de casos:
Devem ser coletadas 2 amostras de fezes até 14 dias após
o início da deficiência motora, com intervalo mínimo de
24 horas entre elas.
• Em casos conhecidos tardiamente deverão ser colhidas 2
amostras até 60 dias do início da deficiência motora.
• Swab retal é recomendado apenas nos casos que foram a
óbito antes da coleta adequada de fezes.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
Coleta de amostra de fezes dos contatos:
• Deverão ser colhidas amostras de contatos quando os
casos não tiverem coleta adequada, os casos tiverem forte
suspeita diagnóstica de poliomielite ou os casos
pertencerem a área de alto risco (baixa cobertura vacinal e
precárias condições sanitárias e de habitação).
Os contatos não são necessariamente intra-domiciliares e
não devem ter recebido vacina oral anti-poliomielite nos
últimos 30 dias.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
 Roteiro para Investigação de caso de PFA :
 Deve ser investigado até 48 horas após o seu
conhecimento, utilizando o seguinte roteiro:
• caracterizar clinicamente o caso
• colher duas amostras de fezes do caso, para confirmação
do diagnóstico e identificação do poliovírus
• preencher ficha de investigação epidemiológica
• orientar medidas de controle
• revisitar o caso 60 dias após o início, avaliando sequelas
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
 Revisita do caso:
•
tem por objetivo avaliar a presença de sequelas que darão
a classificação definitiva do caso.
Devem ser observados:
• tônus, atrofia musculares, reflexos tendinosos
• motricidade, motilidade e sensibilidade
 na poliomielite a sequela é geralmente assimétrica e
proximal.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
Indicadores de Qualidade da VE pós-certificação:
• no mínimo 80% das unidades de notificação negativa
implantadas devem notificar semanalmente,
• a taxa de notificação de casos deve ser de, no mínimo, um
caso por 100.000 menores de 15 anos,
• pelo menos 80% dos casos notificados devem ser
investigados dentro de 48 horas posteriores à notificação,
• pelo menos 80% dos casos devem ter 2 amostras de fezes
coletadas nas 2 semanas seguintes ao início da deficiência
motora.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
 Recomendações do Programa de Erradicação da
Poliomielite pós-certificação:
 atividades de imunização para atingir coberturas vacinais de
no mínimo 80%:
• campanhas nacionais de vacinação
• vacinação de rotina
 as operações limpeza deixarão de ser realizadas em todos
os casos de PFA
 intensificação da vacinação de rotina deverá ser feita
sempre que ocorrer um caso em área de alto risco.
PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
Período de Incubação: geralmente de 7 a 12 dias, podendo
variar de 2 a 30 dias.
Período de Transmissibilidade: pode iniciar antes do
surgimento das manifestações clínicas. Nos suscetíveis, há
eliminação de vírus pelo orofaringe por cerca de 1 semana e
pelas fezes por cerca de 6 semanas a partir da infecção.
• Nos reinfectados os períodos de transmissibilidade são
mais reduzidos.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE A
 Etiologia – causada pelo vírus A (VHA).
 Epidemiologia – endêmica em todo o mundo com maior
prevalência em comunidades desprovidas de saneamento
básico e baixo nível de educação sanitária. Quase extinta
no 1º mundo. As epidemias são comuns em áreas de alta
prevalência. Não há referência sazonal nítida.
A incidência é maior em crianças e adolescentes menores
de 14 anos. Os RN e crianças até 6 m são protegidos por
Ac maternos.
A letalidade e mortalidade são baixas.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE A
 Período de incubação: 15 a 45 dias (média 30 dias).
 Período de transmissibilidade: De 15 dias antes dos sintomas
até o final da 2ª semana do início dos sintomas.
 Forma de transmissão: Fecal-oral: ingestão de alimentos e
água contaminados e secundariamente de pessoa a pessoa.
 Suscetibilidade: Geral
 Imunidade: Para toda a vida ao VHA.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE A
 Diagnóstico: Clínico, Epidemiológico, Laboratorial.
Clínico:
 Período pré-ictérico: Na criança é certo e é mais prolongado no
adulto. Caracteriza-se por febre, dor abdominal, náuseas, vômitos
e diarréia.
 Período ictérico: icterícia, colúria, hipocolia fecal,
hepatomegalia, esplonomegalia. Em crianças, especialmente nos
lactentes, os casos anictéricos são freqüentes (1 ictérico/10
anictéricos)
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE A
Laboratorial
• TGO, TGP, e Bilirrubinas estão aumentadas
• Marcador viral – aponta a etiologia
 Dado pelo:
• Anticorpo: anti HVA – IGM (+) indica infecção recente. É
detectado na fase aguda da doença e um pouco mais (até 90
dias). Pico nas primeiras semanas.
• O anti HAV IgG (+) indica infecção tardia (estudos mostram que
90% da população o tem positivo).
• O anti HAV IgM (-) ou IgG (-) sem infecção ou doença.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE A
 Evolução: Geralmente benigna: evolui para cura.
 Diagnóstico diferencial: No período ictérico se faz com:
Mononucleose; Febre Tifóide; Toxoplasmose e
Citomegalovírus; Leptospirose; Hepatite por drogas;
Trans-infecciosas (I.T.U.; Pneumonia); Icterícias hemolíticas.
 Tratamento: Não existe tratamento específico.
Medidas Gerais (Antitérmicos; hidratação).
Repouso e dieta determinados pela adinamia ou apetite do
paciente.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE B
 Etiologia: Vírus da hepatite B (VHB). É constituída por um
envoltório externo que contém o Ag de superfície (Hbs Ag) e um
interno – o core que contém os Ag do core (Hbc Ag e Hbe Ag).
 Epidemiologia: É endêmica, podendo ser de alta, média e baixa
endemicidade. É mais freqüente em adultos de 20 a 40 anos.
A letalidade é 0,8 a 2% nos pacientes internados e a mortalidade é
de 0,6/100.000 habitantes no Brasil. 90% dos RN de mães com
hepatite B se infectam no 3º trimestre de gestação ou no pós-parto
até 2 meses após. Em 50% dos casos a infecção pode se cronificar.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE B
 Período de incubação: 40 a 180 dias (em média 60 a 90 dias).
 Período de transmissibilidade: De 2 a 3 semanas antes dos
sintomas e durante toda a fase aguda da doença e no estado de
portador crônico, durante toda a vida.
 Modos de transmissão
Relações sexuais.
Exposição parenteral às agulhas ou outros instrumentos
contaminados e material cirúrgico, odontológico e de hemodiálise
contaminados.
Compartilhamento de seringas.
Transmissão peri-natal.
Promiscuidade em ambientes superlotados.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE B
 Susceptibilidade - Geral.
 Imunidade - Na presença de anti-Hbs (permanente).
 Diagnóstico
- Clínico – semelhante a A
- Epidemiológico
- Laboratorial :
Hbs Ag – aparece, ainda no período de incubação, de 1 a 3
meses após o contágio. Declina quase sempre no início das
manifestações clínicas. Permanece por mais de 6 meses após a
infecção - portador/crônicos).
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE B
Hbe Ag – segue o Hbs Ag. Indica replicação viral.
Anti Hbc IgM – aparece no final do período de incubação até 6
meses pós-infecção - indica infecção recente.
É obrigatório para diagnóstico de caso agudo e só ele dá certeza de
que o caso é agudo.
Anti Hbc IgG – indica infecção tardia.
Anti Hbe – indica evolução para a cura (o Hbe Ag já desapareceu).
Anti Hbs - cura
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE B
Na prática:
Diagnóstico de caso agudo
Hbs Ag +
Anti Hbc IgM +
Controle (após 6 meses)
Hbs Ag
Anti Hbs
Se Hbs (-)
Anti Hbs (+)
Hbs Ag (+)
Anti Hbs (-)
cura
portador
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE B
Para a Hepatite crônica:
Em geral:
Anti Hbc IgG (+);
Hbe Ag (+);
Hbs Ag (+)
 Evolução: 5 a 10% evoluem para estado de portador
assintomático, hepatite crônica ou cirrose. Pode haver associação
com carcinomahepato-celular.
 Diagnóstico diferencial - como na A
 Tratamento - como na A.
HEPATITES VIRAIS
Vigilância Epidemiológica
4.1 - Propósito
Conhecer a magnitude e tendência das hepatites.
Conhecer sua distribuição por faixa etária e
município (distrito, áreas no distrito).
Conhecer fatores de risco relacionados ao agravo.
Detectar oportunamente surtos.
Conhecer estratégias de controle .
Implementar ações de V.E.
HEPATITES VIRAIS
4.2 - Notificação
Deve ser notificado todo caso suspeito ou confirmado de
hepatite viral.
Fluxo de notificação :
• Todo caso suspeito/confirmado deve ser notificado ao
Distrito Sanitário pelo aerograma.
O Distrito Sanitário consolida a informação e encaminha ao
Nível Central da SMSA que encaminha para - DMS - BH SES - MS.
Em caso de hepatite B, após resultado laboratorial, o caso
deve ser investigado e a ficha preenchida. O fluxo para
retorno da ficha é o mesmo.
4.3 - Definição de caso
Suspeito sintomático
 Clínica positiva.
 Suspeito assintomático
• Assintomático, com transaminases elevadas em qualquer
valor.
Agudo confirmado
 Paciente com marcador positivo para hepatite viral aguda.
4.4 - Definição de contato
Hepatite A - Pessoas que compartilham domícilio / instituições
e pessoas que se acidentaram com material contaminado.
HEPATITES VIRAIS
DEFINIÇÃO DE CONTATOS
Hepatite B
Parceiro sexual de paciente infectado.
Pessoa que compartilha seringas e agulhas contaminadas.
Filhos de mães Hbs Ag+.
Indivíduo que manipula ou foi acidentado com sangue
contaminado.
Receptores de sangue contaminado.
Paciente submetido a procedimentos cirúrgicos ou
odontológicos que tenha compartilhado instrumental
contaminado.
Usuário de hemodiálise.
Pessoa que convive no mesmo domicílio do doente.
HEPATITES VIRAIS
Hepatite A
 Acompanhamento clínico e acompanhamento laboratorial com
TGO e TGP.
 O marcador deve ser feito apenas para diagnóstico etiológico no
início da doença.
Hepatite B
 Acompanhamento clínico e laboratorial com TGO e TGP por 6
meses.
 O marcador viral (Hbs Ag) só será repetido 6 meses após o início
da doença e será realizado junto com o Anti Hbs.
Se Hbs Ag+ - encaminhar ao CTR e se Hbs Ag- e Anti Hbs+ - o
paciente está curado.
HEPATITES VIRAIS
– Investigação Epidemiológica Conduta frente ao caso
Hepatite B
 Preencher a ficha epidemiológica.
 Orientar sobre as formas de transmissão da doença .
 Identificar e Abordar os contatos :
 Fazer o pedido de Hbs Ag e Anti Hbs.
 Se Hbs Ag e Anti Hbs- - encaminha para vacinação.
 Se Hbs Ag+ e Anti Hbs - é portador - encaminhar ao CTR.
 Anti Hbs+ - paciente já imune.
HEPATITES VIRAIS
Hepatite A
Isolamento por 10 a 15 dias após a icterícia.
Orientar sobre as formas de transmissão da doença.
Orientar medidas profiláticas :
Lavar as mãos ( do doente ou contato que manipule, no
caso da criança).
Desinfetar o sanitário com hipoclorito de sódio toda vez que
usado.
Separar talheres e objetos de uso pessoal.
HEPATITES VIRAIS
CONDUTA FRENTE A UM SURTO
Hepatite A
Notificar imediatamente ao Distrito à V.E , que entrará em
contato com a V.S.
Identificar o caso índice e seus contatos e Isolar as
crianças doentes.
Colher sangue de alguns indivíduos para verificação
etiológica.
Verificar fonte comum (colher amostra de água na caixa
d'água e saída da água, filtro, areia de creche).
Recomendações quanto a higiene pessoal/ambiental.
Hepatite B - Raros são os surtos em MG.
HEPATITES VIRAIS
Medidas de controle
Hepatite A
Esclarecimento das formas de transmissão e educação
sanitária (higiene pessoal, limpeza de caixa d'água de 6 em
6 meses), sendo que a melhor medida é o saneamento
básico e abastecimento de água potável.
Em locais onde não existem destino adequado para os
dejetos e água potável:
• Além das medidas de higiene pessoal orientar :
Acondicionar água em depósitos limpos e tampados.
Utilizar produtos a base de cloro (1/5) ou fervura da água.
Destino adequado dos dejetos (fossa).
Valorizar o saneamento básico e abastecimento de água.
HEPATITES VIRAIS
• HEPATITE A
• Outras medidas :
Pré-exposição : Vacina e/ou IG específica para o VHA.
Estrangeiros que viajam para regiões de alta endemicidade :
Para pessoas de 2 anos ou mais – é preferível a vacina, se a
viagem se der em 1 mês de intervalo após a vacinação. Se a
mesma tiver de ser feita em tempo muito curto, e a pessoa for
permanecer no local por menos de 3 meses, aplicar a vacina. Se
permanecer por 3 a 5 meses aplicar vacina e imunoglobulina
específica para o vírus A. Se acima de 5 meses vacina mais IG
em doses mais elevadas.
Se o viajante tiver menos que 2 anos se aplica a imunoglobulina
com doses variáveis dependendo do tempo de permanência.
HEPATITES VIRAIS
Vacina Anti-Hepatite A
Só deve ser aplicada em maiores de 2 anos.
Doses- 2 doses para adultos e crianças – 1 dose inicial e outra 6 a 12
m.
Eficácia – 88 a 90% após a primeira dose e 100% após a segunda
dose.
Em imunocomprometidos – A soroconversão em adultos HIV+, está
diminuida. Em crianças não está bem estabelecida.
Duração da Imunidade – Ainda pouco estabelecida, dado que a vacina
é muito nova. Estudos sugerem proteção de 20 anos.
Efeitos adversos – dor e enduração na região de aplicação.
Contra-indicações – Não deve ser administrada em pessoas sensíveis
ao alúmen e ao fenoxetanol.
HEPATITES VIRAIS
Indicações da vacina Anti-Hepatite A
- Em comunidades definidas e circunscritas com altas taxas
endêmicas para o VHA e ou surtos periódicos :
~ Crianças até 10 anos, sendo que as mais jovem são mais
suceptíveis e devem ser prioritariamente vacinadas; > 10 anos –
já infectadas.
~ Para controle de surtos comunitários generalizados, poucas
informações existem para recomendar o uso rotineiro da vacina. A
IG também não é recomendada , pois sua proteção tem duração
limitada e já existem casos em período de incubação ( em
diversos tempos ) e não há como limitar o surto. Entretanto se
usa em algumas situações.
-Pacientes com doença crônica do fígado.
HEPATITES VIRAIS
Indicações da vacina Anti-Hepatite A
-Homens homo e bissexual.
-Usuários de drogas ilícitas injetáveis.
-Trabalhadores em locais de risco de exposição ( laboratórios ).
-Outras Indicações Potenciais:
-Creches
• < 2 anos em geral ~ não tem indicação e para o staff, somente
quando há surtos recorrentes
-Instituições de custódia / Hospitais - Sem indicação ou quando
houver infecções ocorrendo com frequência.
-Cozinhas – Higiene pessoal –Não se indica. Razões econômicas,
médicas
e públicas podem a indicação.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE A
Outras medidas:
Pós-exposição:
-Contatos sexuais e domiciliares
~ Até 2 semanas após exposição, indica-se a IG específica para o
VHA.
~ Após 2 semanas não está indicada.
-RN de mães infectadas pelo HAV:
~ É rara a transmissão perinatal ou doença severa em RN
sadios..Alguns recomendam dar IG ( 0,02 ml/Kg ) para o RN se
os sintomas da mãe iniciaram entre 2 semanas antes e 1 semana
após o parto, mas a eficácia não está bem estabelecida.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE A - Medidas pós-exposição:
-Creches: Funcionários,crianças e seus contatos domiciliares :
-Quando 1 caso é identificado num funcionário ou criança de mais de
2 anos de idade, que tem controle de esfincter :
IG é recomendada para funcionários que tiveram contato com o caso
índice e para criança da mesma sala do caso índice.
-Quando o caso é identificado num funcionário, numa criança ou em
contactos de 2 crianças da creche sem controle de esfincter:
IG é recomendada em todos os funcionários e crianças da creche.
Durante 6 semanas após o último caso, novos funcionários e
crianças devem receber IG.
Se o surto é reconhecido por 3 semanas a partir do início do 1º caso
índice, provavelmente a doença se disseminou amplamente e a IG
pode não ter eficácia.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE A
Medidas pós-exposição:
Surtos transmitidos por Alimentos e Água :
-Geralmente o reconhecimento do surto é tardio para que a IG
seja efetiva . Se administrada até 2 semanas após a exposição a
água ou alimento contaminados, pode ser efetiva.
Acidentes com material biológico sabidamente contaminado pelo
VHA :
- IG específica está indicada. Estudos indicam que a vacina pode ser
eficaz, dada a soroconversão antes do usual 1 mês do período de
incubação da Hepatite A.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE A
Medidas pós-exposição:
• Escolas: IG não está indicada, pelo menor risco de infecção, a
não ser que a transmissão dentro da escola for absolutamente
reconhecida
• Instituições de custódia : Para funcionários e internos em contacto
pessoal íntimo com o paciente, está indicada a IG se ocorrer um
surto.
• Hospitais :Não está indicada em funcionários de hospitais, a
menos que esteja ocorrendo um surto.
HEPATITES VIRAIS
Medidas de controle - Hepatite B
Vacinação para as categorias de risco e para < de 1 ano.
Triagem cuidadosa dos doadores de sangue (história clínica
e epidemiológica e marcadores virais) e controle dos
hemocentros.
Orientar sobre o compartilhamento de seringas e
encaminhar sempre os usuários de drogas para serviços
especializados.
Instrumental médico e odontológico esterilizados, uso de
seringas descartáveis.
Medidas de biossegurança recomendadas (coleta de
sangue, cuidados aomanipular o paciente, procedimentos
cirúrgicos e odontológicos).
HEPATITES VIRAIS
Medidas de controle - Hepatite B
 Vacinação - para os filhos de mães Hbs Ag+ devem receber a
primeira dose de preferência até 48 horas depois do nascimento;
segunda dose - aos 30 dias e terceira dose - 2 meses de idade e
reforço aos 12 meses de idade – ou primeira dose ao
nascimento, Segunda dose aos 30 dias e a terceira aos 6 meses
de idade. Aplicar também imunoglobulina específica nas
primeiras 12 horas.
 Imuunoglobulina específica e vacina - para acidente com material
perfuro-cortante sabidamente contaminado - para os não
vacinados. Existem também medidas para os já vacinados –
testagem e IG específica e reforço para os vacinados que não
fizeram viragem de anticorpos.
HEPATITES VIRAIS
Medidas de controle
Hepatite B
Para os portadores/ doentes/ contatos:
Acompanhamento médico e vacinação para os contatos. O
M.S recomenda IG específica para os contactos sexuais ,
mas esta norma não está bem estabelecida.
Aos
doentes
e
portadores
recomenda-se
usar
preservativos nas relações sexuais e acompanhamento
médico.
HEPATITES VIRAIS
Categorias de risco prioritárias para vacinação de Hepatite B :
1 - Grupos com maior probalidade de risco de adquirir infecção
do vírus Hepatite do tipo B:
Hemofílicos.
Politransfundidos.
Usuários de máquinas de hemodiálise.
Filhos de mães infectadas (HbsAG).
Parceiros sexuais de portadores.
Contatantes domiciliares de pacientes portadores.
Prostitutas, homossexuais masculinos.
HEPATITES VIRAIS
Categorias de risco prioritárias para vacinação de Hepatite B :
2 - Profissionais da área de saúde :
Enfermeiros e auxiliares de enfermagem.
Técnicos de enfermagem.
Médicos.
Padioleiros.
Auxiliares de higiene.
Odontólogos e auxiliares de odontologia.
Pessoas dos serviços de Lavanderias Hospitalares.
Trabalhadores em Laboratório.
Outros.
HEPATITES VIRAIS
A VACINA ANTI-HEPATITE B
Muito cara.
Disponível para contatos de doentes ou portadores
e grupos de risco.
Rotina na população infantil na Amazônia, Espírito
Santo e uma parte de Santa Catarina.
Para 1999 poderá ser indicada para toda a
população menor de 5 anos.
HEPATITES VIRAIS
A VACINA ANTI-HEPATITE B
Esquema
Para contatos e categorias de risco:
1ª dose
2ª dose - 1 mês após a 1ª dose.
3ª dose - 6 meses após a 2ª dose.
Para menores de 1 ano :
Primeira dose : 1 mês
Segunda dose : 2 meses.
Terceira dose : 9 meses de vida.
HEPATITES VIRAIS
A VACINA ANTI-HEPATITE B
Efeitos colaterais
Reações locais de pequena intensidade.
Eficácia
95% após esquema completo.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE C
1 – AGENTE ETIOLÓGICO – Vírus da hepatite C.
2 – MODO DE TRANSMISSÃO – é o grande responsável pelas
infecções transfusionais (90 a 95 % ), em usuários de drogas
endovenosas e de hemodiálise. Há outras formas de transmissão,
esporádicas, que inclui a sexual e a transmissão mãe-filho. Não
está definido o comunicante intra-domiciliar (promiscuidade por
superlotação).
3 – PERÏODO DE INCUBAÇÃO – entre 2 semanas e 5 meses ( em
média 5 a 10 semanas ).
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE C
4 – PERÏODO DE TRANSMISSIBILIDADE – desde 1 semana antes
do início dos sintomas de doença aguda. O período de portador
crônico é indefinido.
5 – SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE – geral. O organismo não
consegue produzir anticorpos protetores e eficazes para evitar
infecção.
6 – EPIDEMIOLOGIA – predomina em adultos jovens. A letalidade
nos Estados Unidos em estudos limitados é de 1,3%. Não está
estabelecida a sua contribuição nas taxas de mortalidade.
HEPATITES VIRAIS
HEPATITE C
7-
ASPECTOS CLÏNICOS – Formas oligossomáticas até
sintomáticas, com possível evolução para infecção persistente em
até 90% dos casos, dos quais 60% evoluem para hepatite crônica
em 10 a 20 anos e 40% para doença hepática, lentamente.
8 – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
TGO e TGP – padrão ondulante.
O marcador viral é o ANTI – HCV – surge em média 5 a 6
semanas após o início dos sintomas em 80% dos pacientes.
HEPATITES VIRAIS
Hepatite C - Marcador Viral
Recomendamos a realização deste marcador em :
1)Casos de Hepatite Crônica sem diagnóstico etiológico - 70% das
hepatites crônicas são secundárias ao HCV.
2)Casos de cirrose sem etiologia esclarecida - 20% dos pacientes
com Hepatite C crônica caminham para cirrose e 7% dos
pacientes com Hepatite C crônica e cirrose geralmente evoluem
para hepatocarcinoma.
HEPATITES VIRAIS
Hepatite C - Marcador Viral
3)Casos de Hepatite sem etiologia definida em usuários de drogas (Cocaina Intra-Venosa e Intra-Nasal).
4)Casos agudos suspeitos de Hepatite Viral com marcadores
negativos para Hepatite A ou Hepatite B - 20% das hepatites
agudas são secundárias ao HCV, apresentando curso clínico
geralmente leve e alterações nas transaminases menos evidentes
que nas hepatites A e B.
HEPATITES VIRAIS
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E MEDIDAS DE CONTROLE
Conduta frente ao caso e surto – encaminhamento para
acompanhamento e orientações de medidas preventivas para os
casos, portadores e contatos. Os surtos não são frequentes.
As medidas de controle são recomendações em relação as medidas
preventivas para os trabalhadores da saúde, para os portadores,
casos e contatos destes.
Não há vacinação disponível.
TÉTANO ACIDENTAL
 ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Doença infecciosa aguda não contagiosa.
 AGENTE ETIOLÓGICO
Bacilo gram-positivo, anaeróbico, esporulado: Clostridium tetani
 RESERVATÓRIO
O bacilo se encontra no trato intestinal dos homens e animais,
solos agriculturados, pele e/ou qualquer instrumento pérfurocortante contendo poeira e/ou terra.
TÉTANO ACIDENTAL
 MODO DE TRANSMISSÃO
Introdução dos esporos em uma solução de continuidade
geralmente contaminada com terra, poeira, fezes de animais ou
humanas. Pequena proporção de casos não refere ferimento
anterior.
 PERÍODO DE INCUBAÇÃO
Geralmente em torno de 10 dias. Pode variar de 2 a 21 dias.
 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE
Não é uma doença transmitida diretamente de um indivíduo a
outro.
TÉTANO ACIDENTAL
 SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE
A suscetibilidade é geral - todas as idades e ambos os sexos. A
doença não confere imunidade. Esta é conferida pela vacina (TT)
aplicada em esquema adequado. O soro antitetânico confere
imunidade por 14 dias, a imunoglobulina (IGAT) por 2 a 4
semanas e os anticorpos maternos em torno de 5 meses, se a
mãe foi vacinada nos últimos 5 anos.
A sua letalidade pode variar de 50 a 70%, dependendo da
duração do período de incubação, da faixa etária(mais grave
nos extremos) e da qualidade da assistência e do tratamento.
TÉTANO ACIDENTAL
 DIAGNÓSTICO
É eminentemente clínico-epidemiológico e não depende de
confirmação laboratorial
 Diagnóstico diferencial:
- Trismo: processos inflamatórios locais (infecções dentárias,
amigdalite), artrite temporomandibular, etc.
- Tetania por outras causas: hipocalcemia, magnesemia,
intoxicações exógenas, histeria, meningoencefalite, raiva.
TÉTANO ACIDENTAL
 PROFILAXIA FRENTE A UM CASO SUSPEITO:
São focos em potencial: qualquer ferimento contaminado por
poeira, terra, fezes de animais ou humanos; fraturas expostas,
com tecidos dilacerados e corpos estranhos; queimaduras;
mordeduras de animais peçonhentos, abortos infectados.
 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
 Definição de caso: todo paciente que apresenta trismo e/ou
contraturas musculares localizadas ou generalizadas, que não se
justifiquem por outras etiologias, particularmente na ausência de
história vacinal adequada. A ausência de ferimentos não afasta a
suspeita.
TÉTANO ACIDENTAL
 Investigação epidemiológica: todo caso ou óbito conhecido
deve ser investigado.
 MEDIDAS DE CONTROLE
 Vacinação: deve-se manter níveis adequados de cobertura
vacinal da população e, especificamente, crianças e adultos da 3ª
idade e trabalhadores de risco (agricultores e operários da
construção civil).
- Pessoa adequadamente vacinada - pessoa que tomou 3
doses de toxóide tetânico, tendo sido a última dose há
menos de 10 anos.
- O paciente no momento da alta deve ser vacinado
TÉTANO NEONATAL
 ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Ainda importante problema de saúde pública. Em muitos países
ele é responsável pela metade de todas as mortes neonatais e
por 25% da mortalidade infantil.
 SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE
A suscetibilidade é geral, afetando recém-nascidos de 3 a 28 dias
de ambos os sexos. A imunidade é conferida pela vacinaçãp
adequada da mãe com 3 doses da vacina (TT). O soro
antitetânico confere imunidade por 10 dias, a imunoglobulina
(IGHAT) por 2 a 4 semanas e os anticorpos maternos em torno de
5 meses, se a mãe foi vacinada nos últimos 5 anos com pelo
menos 3 doses.
TÉTANO NEONATAL
 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
 Definição de caso
- Suspeito: todo RN que nasceu bem (sugou normalmente) em
domicílio sem condições higiênicas, com parto realizado por
parteira e/ou outros, e após o 3° dia de vida não conseguiu mais
mamar (trismo), com irritação, choro, crises de contratura; RN de
parto hospitalar com com alta precoce e sem orientação de como
cuidar do coto umbilical; RN com quadro semelhante ao descrito
acima, de mães não imunizadas adequadamente com toxóide
tetânico.
- Confirmado: todo RN que mamou e chorou normalmente nos
primeiros 2 dias de vida e apresenta: início da doença entre o 3°
e o 28° dia de vida com clínica compatível.
TÉTANO NEONATAL
 MEDIDAS DE CONTROLE
- Vacinação: a meta é vacinar 100% das mulheres em idade fértil,
gestantes e não gestantes.
Esquema básico:
- dT ou TT : a partir de 7 anos de idade a pessoas que não
receberam nenhuma dose ou que não completaram esquema
básico com DPT ou DT ou com estado vacinal não conhecido, ou
como reforço da vacinação efetuada com DPT ou DT.
Aplicar 3 doses com intervalo de 2 meses (mínimo de um mês)
entre 1 a 2, e de 6 meses entre a 2 e a 3 doses.
Reforços de 10 em 10 anos.
TÉTANO NEONATAL
- Gestante vacinada: na gestante que já recebeu 1 ou 2 doses
deverão ser aplicadas mais 1 ou 2 doses da vacina (DT ou TT).
Aplicar reforços de 10 em 10 anos. Antecipar a dose de reforço se
ocorrer nova gravidez em 5 anos, ou mais, depois da aplicação
da última dose